A gestão da sociedade

Céticos da Resposta à COVID-19

2020.11.06 12:18 Response-Project Céticos da Resposta à COVID-19

Um lugar na internet para debater a resposta à COVID-19 e o seu impacto na sociedade, na economia, na saúde física e mental, nos direitos e liberdades humanos. A discussão parte de uma posição de ceticismo em relação à eficácia e equilíbrio da resposta das autoridades na gestão a médio e longo prazo da pandemia SARS-CoV-2. Este é um subreddit de língua portuguesa.
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2020.11.27 19:54 Last-Ad-4421 (Desabafo) CP e as supressões

Não sei se aqui mais alguém anda neste transporte que deveria de ser maravilhoso mas à custa da má gestão é uma porcaria, uma empresa que mais que procurar lucro deveria de procurar primeiro o bem-estar do cliente, para dinheiro já está o estado com as famosas injeções, já anunciaram uma carrada de supressões para estas duas pontes, quer dizer, para meter mais composições para evitar ajuntamentos estão quietos, mas para suprimir estão lá os primeiros, uma tristeza, trabalho por turnos e este fim de semana vou ter de gastar do meu bolso e ir de carro, sendo que tenho passe mensal, quando a função pública não trabalha os privados estamos fudidos, já no confinamento de março foi o mesmo, todos os anos no Natal e Ano Novo a mesma merda, eu na minha empresa há anos que tenho passar lá o natal ou o ano novo e estes meninos são uns privilegiados e ainda se queixam, pena é não terem competência senão iam durar pouco.
PD: https://tvi24.iol.pt/sociedade/coronavirus/covid-19-supressao-de-comboios-gera-ajuntamentos-na-estacao-do-rossio
Quem anda de comboio já sabe como acaba sempre esta merda, todos aqueles de cá de baixo só sabem falar de boca cheia, depois venham queixar-se do covid.
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2020.11.26 12:38 brmaf BR distribuidora (BRDT3) anuncia compra de 70% da Targus

Fato Relevante BR realiza aquisição de 70% das ações da Targus
Rio de Janeiro, 26 de novembro de 2020.
Petrobras Distribuidora S.A. (B3: BRDT3), em atendimento ao disposto na Instrução CVM nº 358, de 3 de janeiro de 2002, conforme alterada, vem informar aos seus acionistas e ao público em geral, que assinou, em 25/11/2020, o Contrato de Compra e Venda de Ações e Outras Avenças das empresas Targus Comercializadora de Energia Ltda e Targus Serviços de Energia Ltda (“Targus Energia”) com o objetivo de atuar no segmento de comercialização de energia elétrica em todo o território nacional.
Para a aquisição de participação na Targus Energia, a BR irá desembolsar R$ 62,1 milhões entre primária e secundária, ao longo dos próximos 4 (quatro) anos. A transação prevê ainda mecanismos de earn-out e opções de compra e venda dos 30% restantes.
Como resultado da aquisição, atuará na compra e venda de energia elétrica aos seus clientes, complementando seu portfólio atual de produtos, bem como poderá capturar novos clientes no mercado, oferecendo serviços de gestão no mercado livre e produtos de geração distribuída.
O mercado livre, onde atuam as comercializadoras de energia, representa hoje pouco mais de 30% do consumo energético do país, com grande potencial de crescimento para os próximos anos. A Companhia vê nesta transação a oportunidade de oferecer energia elétrica à sua rede de clientes, utilizando sua capilaridade comercial e estrutura financeira, aliados à expertise e capacidade de execução dos sócios da Targus Energia, que permanecerão na operação.
Fundada em 2017, a Targus Energia possui cerca de 200 unidades consumidoras em sua carteira, tendo negociado 3,9 mil gigawatts-hora (GWh) em 2019, obtendo um faturamento próximo de R$ 900 milhões.
Esta decisão está alinhada à nossa iniciativa de Gestão de Portfolio, visando a captura de valor e abertura de novas opções de crescimento, permitindo que a BR ofereça, dentro de suas competências, a energia que a sociedade demandar, da forma como ela escolher.
A BR salienta que a consumação da operação está sujeita ao cumprimento de certas condições precedentes, dentre elas a aprovação da operação pelo CADE - Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
Reiteramos o compromisso de manter os acionistas e o mercado em geral oportuna e devidamente informados sobre quaisquer informações relevantes relacionadas a este tema.
ANDRÉ CORRÊA NATAL Diretor Executivo de Finanças, Compras e RI (CFO/IRO)
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2020.11.20 13:12 darkstep1312 seguidores cultistas loucos de Hiram Abiff brasileiros

Brasil:

Padre Antonio Diogo Feijó – sacerdote paulistano. Lutou pela Independência. Foi deputado e ministro da Justiça.
Lamartine de Azeredo Babo – músico carioca. Um dos mais completos compositores brasileiros.
Rui Barbosa – jurisconsulto baiano. Assombrou o mundo em Haya, na Holanda, ganhando o apelido de “Águia de Haya”. É considerado o maior jurista do Brasil.
Antonio Castilho de Alcântara Machado D’Oliveira – Advogado e Jornalista paulistano. Foi um dos mais importantes e originais representantes do movimento modernista brasileiro.
Victor Brecheret – escultor paulistano. Fundador da escola modernista e autor do Monumento às Bandeiras, localizado no Ibirapuera.
Lauro Severiano Müller – Militar e estadista catarinense, da cidade de Itajaí. Elaborou as leis de construção e funcionamento dos portos. Ajudou muito na ampliação das estradas de ferro.
Menotti Del Picchia – Poeta, jornalista, romancista, contista, cronista e ensaísta paulistano. Um dos arautos do Movimento da Semana de Arte Moderna, em 1922.
Joaquim Saldanha Marinho – político pernambucano. Deputado, senador e governador de São Paulo e Minas Gerais.
Antônio Carlos Gomes – compositor campineiro. O maior compositor clássico brasileiro. Autor da Ópera “O Guarani”.
Quintino Ferreira de Sousa Bocaiúva – político fluminense. Propagandista republicano, foi redator dos primeiros decretos da república.
Alfredo da Rocha Vianna Filho – “O Pixinguinha” – compositor carioca. É considerado o Pai da Música Popular Brasileira. “Carinhoso” é o seu mais expressivo sucesso.
José Joaquim de Andrade Neves / Barão do Triunfo – Militar de Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. Um exemplo de soldado militar.
Luiz Gonzaga – Músico, compositor e cantor pernambucano. Um dos grandes nomes da música popular brasileira, é considerado do “Rei do Baião”.
Joaquim Gonçalves Lêdo – jornalista carioca. Prócer da República e redator do manifesto de fevereiro de 1832. Vetor da fundação do Grande Oriente do Brasil.
Oscar Lorenzo Jacinto de La Inmaculada Concepción Teresa Diaz – “O Oscarito”– considerado um dos maiores comediantes do cinema brasileiro.
Francisco Glicério de Cerqueira Leite – Jornalista e político da cidade de Campinas (SP). Um dos artífices da Campanha Republicana. Foi vereador, deputado e senador. Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.
Manoel Deodoro da Fonseca – Militar e político da cidade de Alagoas (hoje Deodoro) (AL). Proclamou a República do Brasil, sendo seu primeiro presidente.
Júlio Cesar Ferreira de Mesquita – Jornalista, advogado, escritor e político da cidade de Campinas (SP). Foi diretor e proprietário do jornal O Estado de São Paulo. Deputado e senador, Júlio de Mesquita foi um dos mais brilhantes jornalistas do Brasil.
Nilo Procópio Peçanha – Advogado e político da cidade de Campos (RJ). Um dos mais ardorosos defensores da Campanha Republicana e da Abolição da Escravatura. Foi deputado, ministro de Estado, vice-presidente e presidente da República. Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.
Prudente José de Moraes Barros – Advogado, literato e político da cidade de Itu (SP). Foi deputado provincial, senador, governador do Estado e primeiro presidente civil do Brasil. É considerado um dos homens públicos mais honestos e patrióticos de nossa história.
Francisco Rangel Pestana – Jornalista, advogado e político da cidade de Iguaçu (RJ). Fundador de vários jornais, entre eles, “A Província de São Paulo” que se tornaria “O Estado de São Paulo”. Foi deputado provincial, senador, vice-presidente do Estado do Rio de Janeiro e governador do Estado de São Paulo, no triunvirato após a Proclamação da República.
Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon – Dom Pedro I –Príncipe Regente, nascido no Palácio de Queluz, nos arredores da cidade de Lisboa. Foi o primeiro imperador do país. Proclamou a Independência do Brasil, no dia 7 de setembro de 1822. Em 1824, outorga a primeira Constituição brasileira.
Mario Marinho de Carvalho Behring – Engenheiro e jornalista da cidade de Ponte Nova (MG). É o fundador das Grandes Lojas Brasileiras.
Francisco Jê de Acayaba Montezuma/ Visconde de Jequitinhonha – Advogado e político da cidade de Salvador (BA). Um dos precursores do abolicionismo, foi deputado, conselheiro de estado e senador. Foi um dos fundadores do Instituto da Ordem dos Advogados Brasileiros. É fundador do Supremo Conselho do Grau 33o. do Rito Escocês Antigo e Aceito.
Octávio Kelly – Advogado, jornalista, político e professor da cidade de Niterói (RJ). Foi deputado estadual, juiz federal, membro do T.R.E. do Rio e membro do Supremo Tribunal Federal. Grande inteligência e cultura. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.
Francisco Rorato – Contabilista, nasceu na cidade de Guaxima, município de Conquista (MG). Apaixonado pelo jornalismo, fundou vários jornais e a Editora Jornalística A Verdade. Idealizador e construtor do Templo Maçônico da Grande Loja. Foi Grão-Mestre da GLESP. É considerado um dos maiores vultos da história da maçonaria.
Júlio de Mesquita Filho – Jornalista e advogado da cidade de São Paulo (SP). Foi diretor do jornal O Estado de S. Paulo. Fundador do Jornal da Tarde e Rádio Eldorado. Coordenador e maior líder civil do Movimento Constitucionalista de 1932.
Jânio da Silva Quadros – Professor, advogado e político da cidade de Campo Grande (MTS). Foi vereador, deputado, prefeito, governador e presidente da República. Orador carismático e político de profunda erudição.
Hervê Cordovil – Músico, compositor e maestro da cidade de Viçosa (MG). No Rio de Janeiro estudou piano e fez músicas com grandes compositores, como Noel Rosa, Lamartine Babo, Adoniram Barbosa e Luiz Gonzaga. É considerado um gênio da música popular brasileira.
Alfredo D’Escragnole Taunay/ Visconde de Taunay – Militar, escritor e político da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi governador dos estados de Santa Catarina e Paraná. Dedicou-se à crítica literária, música e pintura. “Retirada da Laguna” e “Inocência”, são suas principais obras. Foi membro fundador da Academia Brasileira de Letras.
Venceslau Bras Pereira Gomes – Advogado e político da cidade de Brasópolis (MG). Foi vereador, deputado, governador do Estado de Minas Gerais e presidente da república.
Cesário Nazianzeno de Azevedo Mota e Magalhães Júnior – Médico higienista e político da cidade de Porto Feliz (SP). Fundador da Escola Politécnica e da Escola de Farmácia de São Paulo. Lançou as bases da Escola Agrícola de Piracicaba. Executou o saneamento do Porto de Santos. Combateu a cólera, varíola e extinguiu a febre amarela.
Hypólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça – Jornalista e advogado da cidade de Colônia do Sacramento (República Oriental do Uruguai). Fundador do 1o. órgão da imprensa brasileira, “Correio Brasiliense”. Prócer da Independência do Brasil, é considerado o Pai da Imprensa Brasileira.
Adhemar Pereira de Barros – Médico e político da cidade de Piracicaba (SP). Foi prefeito e governador de São Paulo. São destaques de sua administração as áreas de Saúde Pública, Educação e Energia.
Floriano Vieira Peixoto – Militar e político da cidade de Ipióca (AL). Consolidou a República Brasileira. Foi presidente em substituição a Deodoro da Fonseca. Em seu governo, enfrentou muitas revoltas com firmeza e energia, recebendo por isso, o apelido de “Marechal de Ferro”.
José Lopes da Silva Trovão – Patriota da Ilha de Gipóia/Angra dos Reis (RJ). Um dos maiores propagandistas do Movimento Republicano. Um verdadeiro paladino da liberdade.
Nicola Aslan – Historiador nascido na Ilha de Chio – Grécia. Fez do Brasil o país do seu coração. Autor de grandes obras maçônicas, é membro fundador da Academia Maçônica de Letras.
Eleazar Segundo Afonso de Carvalho – Regente, compositor e instrumentista da cidade de Iguatu (CE). Autor da ópera “Descobrimento do Brasil”. Primeiro brasileiro a reger a Sinfônica de Boston. Regeu as Filarmônicas de Berlim e Viena. Primeiro regente da Sinfônica do Estado e criador do Festival de Inverno de Campos do Jordão.
Pedro Manuel de Toledo – Político, advogado e jornalista da cidade de São Paulo – São Paulo. Foi ministro da Agricultura, embaixador em Roma, Madri e Buenos Aires. Interventor de São Paulo e líder civil da Revolução Constitucionalista de 1932. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente entre 1908 e 1913.
Cônego Januário da Cunha Barbosa – Jornalista, orador sacro, poeta, biógrafo e político da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Prócer da Independência do Brasil, lutou muito para sua emancipação.
George Savalla Gomes/ O Carequinha – Compositor, cantor e artista circense da cidade de Rio Bonito (RJ). Formou com Fred Vilar, a mais notável dupla de palhaços.
Alcindo Guanabara – Jornalista e político da cidade de Guapimirim – Magé (RJ). Membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Trabalhou em diversos jornais do país, participando ativamente do Movimento Republicano. Foi deputado pelo Rio de Janeiro. Fundador do jornal A Tribuna. É considerado um dos maiores jornalistas brasileiros.
Rafael Gióia Martins Júnior – Professor, advogado, jornalista, publicitário, poeta e político da cidade de Campinas (SP). Foi vereador, deputado estadual e federal. Um dos grandes poetas cristãos do Brasil.
Erwin Seignemartin – Contabilista e administrador financeiro da cidade de Ribeirão Preto (SP). Foi um dos mais ativos conferencistas de temas maçônicos. Membro da Academia Maçônica Paulista de Letras. Foi Secretário de Relações Exteriores e Grão-Mestre da GLESP.
Luiz Alves de Lima e Silva/ Duque de Caxias – Militar e estadista, nasceu na Fazenda de São Paulo, no Taquaruçú, na Vila de Estrela da Província do Rio de Janeiro (RJ). Foi Ministro da Guerra, criador do Supremo Conselho Militar. Lutou em várias frentes de batalha, em todo continente. Caxias é o Patrono do Exército Brasileiro.
Miguel Joaquim de Almeida e Castro/ Padre Miguelinho – Sacerdote e idealista da cidade de Natal (RGN). Um dos mais dinâmicos ativistas da Revolução Pernambucana de 1817.
Bento Gonçalves da Silva – Militar e revolucionário da cidade de Triunfo (RGS). Defensor de idéias liberais, comandou a Revolução Farroupilha que levou à proclamação da República do Rio Grande do Sul.
Evaristo Ferreira da Veiga e Barros – Jornalista e político da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi deputado, trabalhando incansavelmente pela defesa das instituições públicas. É autor da letra do Hino da Independência.
José Carlos do Patrocínio – Jornalista e escritor da cidade de Campos de Goitacases (RJ). Lutou no Movimento Republicano. Seus textos fortes o tornaram símbolo do Movimento Abolicionista no Brasil.
Francisco Antonio de Almeida Morato – Advogado, professor e político da cidade de Piracicaba (SP). Foi diretor da Faculdade de Direito da USP, um dos fundadores do Instituto da OAB e o 1o. presidente da Ordem dos Advogados do Brasil.
Homero de Souza Campos/ o Ranchinho – Artista, músico e cantor de Campos Gerais (MG). Formou com Alvarenga a dupla sertaneja satírica “Alvarenga e Ranchinho”.
Washington Luís Pereira de Sousa – Advogado e político da cidade de Macaé (RJ). Vereador e prefeito na cidade de Batatais, interior de São Paulo, deputado estadual, prefeito da capital e governador do Estado. Foi presidente do Brasil.
Antonio Evaristo de Morais – Advogado e jornalista da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi consultor jurídico no Ministério do Trabalho, presidente da Associação Brasileira de Criminologia, um dos fundadores da ABI e do Partido Operário. Popularizou-se como defensor dos fracos e pobres. Foi um dos maiores criminologistas do Brasil.
João Batista Mascarenhas de Moraes – Engenheiro e militar da cidade de São Gabriel (RGS). Foi comandante da Força Expedicionária Brasileira. Comandou o 1o. Escalão em Nápoles, na 2a. Guerra Mundial.
Osvaldo Euclides de Sousa Aranha – Militar, advogado e político da cidade de Alegrete (RGS). Foi deputado, secretário do Interior e Justiça, secretário da Fazenda, presidente do Rio Grande do Sul e Embaixador em Washington. É considerado um dos arquitetos da Revolução de 1930.
Nicolau Pereira de Campos Vergueiro/ Senador Vergueiro – Advogado e político da cidade de Macedo de Cavaleiros – Traz-dos-Montes – Portugal. Foi deputado, ministro e senador. Diretor da Faculdade de Direito de S. Paulo. Um dos chefes do Movimento Liberal de S. Paulo, junto com Feijó e Rafael Tobias de Aguiar.
Elmano Gomes Cardim – Jornalista e político da cidade de Valença (RJ). Trabalhou no Jornal do Comércio, foi diretor da Associação Comercial do Rio, presidente da Sociedade Brasileira da Cultura Inglesa, oficial de gabinete do Ministério da Justiça e funcionário do Arquivo Nacional.
João Caetano dos Santos – Ator e empresário da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Especialista e papéis dramáticos. Introduziu temas brasileiros no teatro do país. Foi defensor do estilo simples e verdadeiro de representar. Teatro João Caetano é em sua homenagem.
Jayr Celso Fortunato de Almeida – Advogado da cidade de Varginha (MG). Ocupou importantes cargos nas administrações da Grande Loja, inclusive como Membro do Conselho do Grão-Mestrado. Foi Grão-Mestre da GLESP para a gestão 1968/1971.
Rodolfo Mayer – Ator de Teatro e TV paulistano. Pioneiro nas novelas do rádio, Rodolfo desempenhou papéis importantes também no Teatro e na Tevê.
Casimiro José Marques de Abreu – poeta carioca. Lírico, harmonioso e melancólico. Autor de poesias maravilhosas como “Primaveras”.
Waldemar Seyssel – “O Arrelia” – Um dos maiores artistas circenses brasileiros.
Antonio de Castro Alves – poeta baiano. O grande poeta da Abolição e da alma brasileira.
José Castellani – Médico paulista de Araraquara. Pesquisador, historiador com mais de 60 obras escritas. O mais importante escritor maçônico brasileiro da atualidade.
João Salvador Pérez – artista e compositor paulista de São Manuel. Com seu irmão, formou a dupla sertaneja mais famosa de todos os tempos. Ele é o Tonico, da dupla “Tonico & Tinoco”.
Joaquim do Amor Divino Rabelo e Caneca / Frei Caneca – Frade carmelita e político pernambucano, de Recife. Um dos líderes da Confederação do Equador.
Benjamin Constant de Magalhães – Militar, catedrático e estadista carioca, da cidade de Niterói. Deve-se a ele a adoção da divisa “Ordem e Progresso” na bandeira brasileira. É considerado o “Pai da República”.
José Bonifácio de Andrada e Silva – Poeta, cientista e político santista. É o redentor dos escravos e patriarca da Independência.
Júlio Prestes de Albuquerque – Advogado e político paulista de Itapetininga. Foi deputado estadual e federal. Governador de S. Paulo e Presidente da República.
José Maria Lisboa – Jornalista brasileiro de origem portuguesa, da cidade de Lisboa. Defendeu os ideais republicanos e lutou em favor da Abolição. É o fundador do jornal “Diário Popular”.
Ibrahim de Almeida Nobre – Advogado, jornalista e escritor paulistano. Foi delegado de polícia, promotor público. Lutou pela legalidade, auxiliou a população dizimada pela varíola e encarnou a angústia do povo. Foi membro da Academia Paulista de Letras.
Aristides da Silveira Lobo – Jornalista, advogado e político da cidade de Mamanguape – Paraíba. Foi deputado federal e ministro do interior. Um dos mais ardorosos defensores da República.
João Mendes de Almeida Júnior – Advogado e professor da cidade de São Paulo. Foi membro do Supremo Tribunal Federal. Autor de “Direito Judiciário Brasileiro”. O Forum e a Praça João Mendes, são em sua homenagem.
José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima/ Padre Roma – Padre e patriota da cidade de Recife – Pernambuco. Um dos mártires da Revolução Pernambucana de 1817.
Nelson de Sousa Carneiro – Advogado e político da cidade de Salvador – Bahia. Foi deputado e senador. Lutou pela aprovação da Lei do Divórcio, promulgada em 1977.
Benjamin de Almeida Sodré – Militar e político da cidade de Mecejana – Ceará. Foi presidente da Associação dos Alunos da Escola Naval. Em sua carreira, atingiu o posto de almirante. É o criador da União dos Escoteiros do Brasil. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil (1953-1954).
Esmeraldo Tarquínio de Campos Filho – Advogado e político da cidade de Santos – São Paulo. Foi deputado e prefeito de Santos (1968-1969).
Kurt Prober – Historiador e numismata brasileiro, de origem alemã, da cidade de Berlim. Possuidor do maior arquivo de documentos maçônicos que se conhece. Fundador da revista “A Bigorna”.
Augusto João Manuel LevergeBarão de Melgaço – Militar e geógrafo brasileiro, de origem francesa, da cidade de Saint Malo. Teve importante papel, na defesa das fronteiras brasileiras, na guerra do Paraguai. Foi presidente da Província de Mato Grosso.
Tomás Antonio Gonzaga – Poeta, advogado e desembargador brasileiro, de origem portuguesa, da cidade do Porto. Participou ativamente do movimento da Inconfidência Mineira. Autor de “Marília de Dirceu” e “Cartas Chilenas”, é considerado um dos grandes poetas do Arcadismo Brasileiro.
Theobaldo Varolli Filho – Historiador da cidade de São Paulo – São Paulo. Importante autor maçônico. Foi membro da Academia Maçônica Paulista de Letras. Grão-Mestre Adjunto, no período de 1956 a 1962.
Cornélio Pires – Escritor, jornalista e folclorista, da cidade de Tietê – São Paulo. Um dos maiores divulgadores do folclore brasileiro. “Enciclopédia de Anedotas e Curiosidades”, “Almanaque do Saci”, “Quem conta um conto…”, são algumas de suas obras.
Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado/Amadeu Amaral – Escritor e poeta da cidade de Capivari – São Paulo. Fundador da Academia Paulista de Letras. Escreveu “Urzes”, “Névoa”, “Espumas”, “Lâmpada Antiga”, entre outras.
Paulo Duarte – Advogado, jornalista e historiador da cidade de São Paulo – São Paulo. Espírito combativo e independente, participou das articulações da Revolução Constitucionalista de 1932. Trabalhou no jornal O Estado de S. Paulo. Escreveu “Sob as Arcadas” e “Agora”.
Cesar Guerra Peixe – Compositor e maestro da cidade de Petrópolis – Rio de Janeiro. Criador da Escola Brasileira de Música Popular. É autor de vasta obra. “Sinfonia no. 1” e “Maracatus do Recife”, são destaques.
Antonio Frederico Zerrener – Industrial brasileiro de origem alemã. Fundador da Companhia Antarctica Paulista. Foi Grão-Mestre Adjunto de Pedro de Toledo e seu sucessor, no Grande Oriente Estadual de S. Paulo.
José Francisco da Rocha Pombo – Professor, historiador, escritor e jornalista da cidade de Morretes – Paraná. Um dos fundadores da Universidade Federal do Paraná. Pertenceu à Academia de Letras do Estado. Autor de diversas obras, entre elas, “História do Brasil”, “Nossa Pátria”, “No Hospício”.
Martim Francisco Ribeiro de Andrada III – Estadista, matemático e cientista da cidade de Santos – São Paulo. Foi ministro da fazenda em 1820 e 1840, presidente da Assembléia Constituinte e Câmara dos deputados.
José Maria da Silva Paranhos (Visconde do Rio Branco) – Professor, jornalista, estadista e político, da cidade de Salvador (BA). Graduado em matemática, professor na Escola Militar, deputado provincial, senador, ministro da Marinha, Negócios Estrangeiros e da Fazenda. Promulgou a Lei do Ventre Livre. Por suas missões internacionais, é considerado símbolo da diplomacia brasileira. Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.
José Maria da Silva Paranhos Filho (Barão do Rio Branco) – Historiador, estadista e diplomata da cidade do Rio de Janeiro. Graças aos seus esforços diplomaticos, a Questão do Amapá, foi resolvida em favor do Brasil. Também a Questão do Acre. Serviu a 4 presidentes como secretário de relações exteriores.
Julio Cesar Ribeiro – Romancista, filólogo e jornalista da cidade de Sabará – Minas Gerais. Foi um combativo defensor da abolição e do movimento republicano. Escreveu: “Estudos Gerais de Linguística”, “Padre Belchior de Pontes”, “A Carne”, entre outros.
Antonio Peregrino Maciel Monteiro/Barão de Itamaracá – Médico, político e diplomata da cidade de Recife – Pernambuco. Foi deputado, presidente da Câmara, ministro de Estrangeiros e ministro plenipotenciário em Lisboa.
José Gomes Pinheiro Machado – Advogado e político da cidade de Cruz Alta – Rio Grande do Sul. Foi senador e deputado constituinte em 1890 e 1915.
Manuel Luís Osório/ Marquês de Herval – Militar da cidade Vila de Nossa Senhora da Conceição do Arrôio, hoje Osório – Rio Grande do Sul. Combateu na Revolta dos Farrapos, na Invasão do Uruguai e Argentina. Participou da Guerra do Paraguai. Foi eleito deputado e senador.
Hermes Rodrigues da Fonseca – Militar da cidade de São Gabriel – Rio Grande do Sul. Na carreira militar atingiu o posto máximo: marechal. Foi eleito presidente da república (1910-1914).
Epitácio Lindolfo da Silva Pessoa – Advogado e político da cidade de Umbuzeiro – Paraíba. Foi deputado, ministro da justiça, ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente da república entre 1919 e 1922.
José Lopes da Silva Trovão – Patriota da Ilha de Gipóia – Angra dos Reis – Rio de Janeiro. Foi um dos grandes propagandistas da república. Um paladino da liberdade.
Artur Silveira da Mota/Barão de Jaceguai – Militar da cidade de São Paulo – SP. Fez uma brilhante carreira militar. Foi Grão-Mestre no período de 1881 a 1882.
Joaquim Marcelino de Brito – Magistrado e político da cidade de Salvador – Bahia. Foi deputado, ministro e governador de Sergipe e Pernambuco. Ministro do Supremo Tribunal de Justiça. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, no período de 1864 a 1871.
Maurício Paiva de Lacerda – Advogado e político da cidade de Vassouras – Rio de Janeiro. Foi oficial do gabinete de Hermes da Fonseca. Deputado à Assembléia Constituinte e deputado federal.
Joaquim Rodrigues Neves – Advogado da cidade do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro. Foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, em 1941. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, no período de 1940 a 1952.
Antonio Duarte Nogueira – Médico e político da cidade de São Francisco de Salles – Minas Gerais. Foi prefeito da cidade de Ribeirão Preto, em duas gestões: 1969 a 1973 e 1977 a 1983.
Inocêncio Serzedelo Correia – Militar e político da cidade de Belém – Pará. Com Benjamim Constant, fundou o Clube Militar. Foi ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas e um dos próceres da República.
Luiz Gonzaga Pinto da Gama – Escritor e advogado da cidade de Salvador – Bahia. Contribuiu diretamente para a libertação de mais de 500 escravos, em 1830. É o fundador da Imprensa Humorística e do Centro Abolicionista de São Paulo.
Mariano Procópio Ferreira Lage – Empresário e político da cidade de Barbacena – Minas Gerais. Ajudou a construir a 1a. Estrada de Rodagem do Império. Foi diretor da Estrada de Ferro D. Pedro II, hoje, Central do Brasil. Foi deputado provincial e geral.
Fernando Prestes de Albuquerque – Militar e político da cidade de Itapetininga – São Paulo. Foi deputado estadual e federal. Foi governador do Estado de São Paulo, no período de 1898 a 1900. Fundador do Instituto Butantã, nomeando para seu diretor o Dr. Vital Brasil.
Eduardo Vandenkolk – Militar da cidade do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro. Foi o 1o. Ministro da Marinha, no governo de Deodoro da Fonseca. Participou nas guerras do Uruguai e Paraguai. Foi senador e vice-almirante da marinha brasileira.
João Batista Gonçalves de Campos/ Visconde de Jary – Jornalista e político da cidade de Acará – Pará. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil de 1889 a 1890.
Álvaro Palmeira – Médico e professor da cidade do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro. Foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, de 1963 a 1968.
Joaquim José Inácio de Barros/Visconde de Inhaúma – Militar da marinha, de origem portuguesa, da cidade de Lisboa. No Brasil, participou da Campanha Cisplatina, Revolução Farroupilha, Guerra do Paraguai e Confederação do Equador. Foi ministro da marinha no gabinete de Caxias.
Gaspar Silveira Martins – Advogado e político da cidade de Cerro Largo – República Oriental do Uruguai, divisa com o estado do Rio Grande do Sul. Foi deputado, conselheiro do Império, senador, ministro da Fazenda, governador do Rio Grande do Sul e um dos grandes oradores de nossa história.
Carlos de Campos – Estadista, parlamentar, jornalista e musicista da cidade de Campinas – São Paulo. Foi diretor do jornal “Correio Paulistano”, secretário de Justiça de Campos Salles e governador do estado de São Paulo.
João Tibiriçá Piratininga – Agricultor e político da cidade de Itú – São Paulo. Foi um dos maiores líderes republicanos da Província de São Paulo.
Américo Brasiliense de Almeida e Melo – Jurisconsulto e político da cidade de São Paulo – São Paulo. Participou da comissão que elaborou a Nova Constituição. Foi ministro do Supremo Tribunal Federal e governador do estado do Rio de Janeiro, em 1866.
Frei Francisco de Santa Tereza de Jesus Sampaio – Religioso e patriota da cidade do Rio de Janeiro – Rio de Janeiro. Frade ativista, Francisco José de Sampaio foi um dos maiores colaboradores da nossa independência.
Américo Brazílio de Campos – Jornalista, diplomata e político da cidade de Bragança Paulista – São Paulo. Trabalhou na “Província de S. Paulo”, hoje “O Estadão” e fundou o “Correio Popular”. Um grande nome do jornalismo brasileiro.
Antonio da Silva Jardim – Advogado e jornalista da cidade de Capivari de Cima (Silva Jardim) – Rio de Janeiro. Escreveu na Gazeta de Notícias. Conferencista e orador brilhante, foi um dos mais ativos propagandistas da república. Escreveu “O General Osório”, “Gente do Mosteiro” e “Memórias e viagens”.
Artur da Silva Bernardes – Advogado e político da cidade de Viçosa – Minas Gerais. Foi deputado, governador e presidente da República (1922-1926). A cidade de Presidente Bernardes, é em sua homenagem.
Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo – Diplomata e escritor da cidade de Recife – Pernambuco. Foi membro da Academia Brasileira de Letras. Destaques para “Camões e os Luzíadas” e “Abolicionismo”.
Antonio Francisco de Paula e Holanda Cavalcanti e Albuquerque/ Visconde de Albuquerque – Militar e político da cidade de Engenho Pantorra – Cabo – Pernambuco. Foi deputado, senador e ministro de estado. Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil de 1837 a 1850.
David José Martins/David Canabarro – Militar da cidade de Pinheiros/Taquari – Rio Grande do Sul. Participou da proclamação da república Catarinense, das Guerras da Cisplatina e Farrapos. Foi um dos líderes da Revolução Farroupilha. Comandou a esquadra de Caxias.
Ubaldino do Amaral Fontoura – Advogado da cidade de Passo dos Marianos – Lapa – Paraná. Companheiro de escritório de Saldanha Marinho. Um dos publicistas da Abolição e da República. Foi senador e ministro do Supremo Tribunal Federal.
Nereu de Oliveira Ramos – Advogado e político da cidade de Lajes – Santa Catarina. Foi deputado federal, senador, governador do estado, vice-presidente e presidente da república. Foi Ministro da Justiça, no governo de Juscelino Kubitscheck.
Bernardino José de Campos Júnior – Estadista, diplomata, político e jornalista da cidade de Pouso Alegre – Minas Gerais. Propagandista dos ideiais republicanos, foi deputado, senador e governador de S. Paulo. Foi ministro da fazenda no governo de Prudente de Morais.
Antonio Vicente Felipe Celestino – Cantor da cidade do Rio de Janeiro. Um dos maiores intérpretes da música popular brasileira e uma das vozes barítonos mais lindas. Seu grande sucesso foi “O Ébrio”.
Nelson Roberto Pérez/ Bob Nelson – Cantor e compositor da cidade de Campinas – São Paulo. Linha musical alegre e divertida, são destaques de seu repertório, “Ó Suzana”, “O boi Barnabé”, “Catulé”, “Te aguenta Mané” e “Eu tiro o leite”.
Cândido José de Araújo Viana/Marquês de Sapucaí – Advogado e desembargador da cidade de Congonhas do Sabará – Minas Gerais. Foi presidente das Províncias de Alagoas e Maranhão e ministro da Suprema Corte de Justiça.
Manoel Joaquim de Albuquerque Lins – Político da cidade de São Miguel dos Campos – Alagoas. Foi senador, secretário da fazenda no governo de Jorge Tibiriçá. Revitalizou a cultura do café. Foi governador do estado, de 1908 a 1912 e vice na chapa de Rui Barbosa, à presidência.
Raphael Baptista Rabello – Violonista, compositor e arranjador da cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro. Reconhecido internacionalmente como um grande fenômeno. Músico de técnica e virtuosidade inacreditáveis. Foi parceiro de Radamés Gnatalli.
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2020.11.11 19:58 ExperiencedSmoker Playbook de Roger Machado: compreensão da liderança, pluralidade de ideias e a hierarquia no futebol

Um maluco do Footure (site que recomendo bastante) realizou uma entrevista mais afunda com o Roger Machado, com parte 1 e parte 2. Achei legal e resolvi compartilhar aqui. Ele fala sobre treinamento, metodologia, sistema de jogo, conceitos, trabalho comportamental (não só tático), tecnologia, gestão de grupo, fala até mal do Cartola kkk, enfim, uma pá de coisas. Algumas coisas me lembraram muito o Tite (sobretudo quando ele fala de meritocracia, no começo da parte 2) e outras o Domenec (na parte 2, quando ele fala de estilo de tecnico). Destaquei alguns trechos, mas vale ler na íntegra. Vão desculpando a formatação de bosta.
Os conceitos de jogo, por vezes, são mostrados com um grau de complexidade. Por ser um ex-atleta e, agora, estando na posição de treinador, como avalia o desenvolvimento cognitivo dos atletas?
Do ponto de vista da teoria, parece complexo. Mas, quando é materializado no treinamento, é muito simples de compreender. O jogador é sinestésico. Ou seja, aprende através do movimento, uma vez que possui memória muscular. Peço frequentemente para o jogador não realizar algo no treino que não deseje reproduzir no jogo.
Dentro desse tema, percebo que muito se fala a frase “o jogo é dos jogadores”. Mas essa frase, no sentido puro, nos levar a crer que é uma coisa anárquica. Não seria totalmente ao contrário, já que existe uma ideia por trás?
Para mim, é o seguinte: está vendo essa tela aqui? A pintura, as cores e os traços que o jogador vai utilizar, aqui dentro, não interfiro. Mas é preciso que se respeite a delimitação da moldura. O modelo é a moldura. Dentro desse espaço, o artista vai utilizar o que julgar necessário. O desejo é sempre de potencializar as características e o talento individual do jogador. Muito se fala que a tática engessa o jogador, e é o contrário. A tática liberta, uma vez que o jogador terá a compreensão da função que irá executar e ter liberdade para atuar.
Você é um técnico que se adequa ao contexto e aos atletas, ou que tenta implantar o modelo e moldar a característica do atleta?
No futebol, de modo geral, é muito difícil conseguir partir do zero e contratar 30 jogadores. Talvez se consiga ter as características dos atletas mais consolidadas ao modelo de jogo dentro de um ciclo de 3 ou 4 temporadas. O Brasil é uma grande escola para os treinadores brasileiros, pois, invariavelmente, ao chegar em um determinado clube, se faz necessário entender as características do grupo e, sobretudo, as da individualidade e qual modelo de jogo irá melhor se adequar ao elenco.
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O ambiente externo, por vezes, não entende que há muita ciência envolvida dentro do jogo. Dá para fazer de qualquer forma? Dá! Mas a garantia de que não irá ocorrer problemas é baixa. Na minha ótica, é preciso estar sempre em alinhamento com os diversos setores do clube, tais quais os departamentos de fisiologia e fisioterapia, para minimizar perdas. O futebol é um esporte que tem a aleatoriedade muito aflorada, mas tem algumas situações que podemos controlar. E são essas questões que não podemos abrir mão, já que podem ser cruciais para ter ou não um jogador durante toda a temporada.
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Com relação ao adversário, trabalho 30% do tempo em cima de suas características. Porque, ao jogar, alguns treinadores trabalhavam em sua totalidade em cima das características do adversário. Só que quando o oponente mudava do 4-4-2 para o 3-5-2, a semana inteira de trabalho era jogada fora, já que partia-se do imaginário de que a equipe viria de tal forma.
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O futebol é um jogo de conquista de território. Pode ser considerado, do ponto de vista do simbolismo, uma batalha de campo. Existem os ataques terrestres e os aéreos, e o objetivo é colocar a bola dentro da meta do adversário. Esse objetivo pode ser alcançado através de um ataque rápido, de um jogo apoiado ou contra-ataque. Mas, sobretudo, entendendo o que o elenco pode oferecer.
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Dentro das métricas que utilizo bastante está a velocidade da bola. Citando um exemplo do período em que estava no Grêmio, poucas equipes passavam a bola abaixo dos 3 segundos por jogador. Naquela época, o Corinthians do Tite era a única equipe que tocava abaixo desse parâmetro, com 2,9 segundos por jogador. A partir das métricas da Kin Analytics, desenvolvemos trabalhos específicos e baixamos em 3 segundos a circulação da bola por jogador.
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Sabe quando os mais antigos falavam algumas vezes que tal equipe perdeu o meio? Esse empirismo tem uma relação verossímil quando olhamos os dados. Por isso, busquei desenvolver, em conjunto com o Andreas e o Kin Analytics, o indicador de controle de meio-campo. Ao dividir o campo em três partes e analisar as métricas geradas pelo Kin Analytics, tendo como parâmetro as competições no Brasil, América do Sul e Europa, percebeu-se que o maior controle era do Manchester City, que apresentava um índice de 350%. Ou seja, a cada bola que a equipe perdia no meio-campo, recuperava 3,5 vezes bolas nessa faixa de campo específica. E isso aumenta as chances de vencer os jogos. As equipes que se sagraram campeãs da Copa Libertadores tinham um controle de meio-campo na faixa de 170%. Isto é, a cada bola perdida, recuperava-se 1,7 vezes a bola no setor.
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Outra variável importante é a da posse de bola, mas é preciso lembrar que a posse é meio, e não fim, já que é possível ter o controle do jogo a partir do espaço. Tanto que tem equipe jogando com 30% da posse de bola e vencendo. No Bahia, a gente amadureceu as variáveis para que atendessem as minhas necessidades.
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“A hierarquia é um processo meritocrático. Não posso ter falta de coragem para colocar um jovem no jogo, pois fui lançado aos 18 anos. E também não posso ter preconceito com um atleta por ser mais velho, pois joguei com 34 anos. Penso bastante como jogador, e o processo meritocrático me diz o seguinte: ‘Professor, joguei 30 partidas e te ajudei a ganhar muitos pontos. E tem 3 jogos que estou mal. E o moleque com justiça está entrando bem. Mas você vai me sacar e não me proporcionará a chance de me recuperar em campo?'”, explanou o treinador.
E continuou: “E se o garoto entrar e não conseguir suportar a pressão? Assim, o jogador vai pensar que estou colocando-o novamente como titular, pois ele não conseguiu sustentar, e preciso da ajuda dele para sanar os meus problemas. É claro que quem joga bem tem o direito de permanecer jogando. Mas também é assim com aquele que passa um mau momento. Quanto tempo é? Qual momento? Não sei, é a sensibilidade”, ponderou.
“O que costumo ter como parâmetro é que, ao observar que a instabilidade é individual, posso optar por dar continuidade por um período maior de tempo. Mas, ao perceber que a instabilidade individual está tendo uma repercussão sistêmica, nesse momento interfiro e preservo o atleta por um, dois ou quantos jogos forem necessários para que se recupere. Se como técnico retiro o jogador a cada partida que o desempenho não é bom, não irá existir uma equipe. Além disso, causará muita instabilidade no processo, pois retiro o direito do jogador de oscilar”, concluiu Roger.
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O futebol brasileiro sempre flertou com o modelo militar. Sobretudo, nas suas conquistas. Não à toa, houve uma militarização do futebol na preparação física, na hierarquização, na forma de liderar dos técnicos e no aspecto disciplinar. E, por vezes, faz com que as pessoas almejem esse tipo de gestão.
É algo que também é assimilado por outros setores que trabalham com futebol. Um exemplo simples é que, ao estar fazendo um primeiro tempo equilibrado ou ruim, a equipe voltou melhor no segundo tempo e venceu. Na coletiva, sou perguntado sobre o tipo de cobrança feita no intervalo da partida, quando, na verdade, o que houve foi a transmissão da informação aos atletas para superar as dificuldades impostas pelo adversário. Nunca parto do pressuposto que os jogadores não se esforçaram em campo.
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Uma vez, um companheiro de time chegou a mim dizendo que não devia ser amigo de treinador. Quando o técnico pensar em sacar alguém do time titular, o primeiro seria eu, por ter a proximidade e acreditar que aceitaria melhor a ida ao banco de reservas. Falei para ele que não concordava. Certo dia, trabalhando como auxiliar, o técnico chegou a mim e disse para não me aproximar muito dos jogadores, pois, no primeiro momento de dificuldade, o jogador podia me sacanear.
Percebendo essa dicotomia de pensamentos, comecei a observar que existia algo errado no processo, porque os dois lados apenas coexistiam. Trazendo o ambiente do quartel, penso que as relações de grupo de jogadores devem ser similares por construir amizades capazes de perdurar por toda a vida. Esses laços afetivos, quando transportados para dentro de campo, são uma química perfeita.
Além disso,, na beira do campo, há um estereótipo de que o treinador precisa estar gritando, pulando e gesticulando a todo instante. E não sou animador de auditório. Preciso estar centrado para passar as melhores informações, e para que os jogadores tomem melhores decisões dentro do campo. A agitação na área técnica vai ocorrer quando percebo que o atleta não está reproduzindo comportamentos que são treinados.
Pegando gancho nessa resposta tratando de gerações, gostaria de saber a sua impressão no que tange ao comportamento da geração Z. Existe uma diferença grande na forma de lidar?
Eles são muito folgados (risos). O Lucas Fonseca e o Douglas me chamavam de professor, e o Saldanha e o Edson me chamavam de Roger (risos). Mas não me importo, é algo da geração. E gosto bastante dessa relação, e, embora sendo próxima, o respeito ao comando e à forma de liderança permanece intacta. Uma noite dessas, em casa, recebo um vídeo do Saldanha perguntando: ‘Professor, o que aconteceu aqui?’. Fui abrir o vídeo rapidamente, e me deparei com o Adriano [Imperador] me desmontando com uma trombada no jogo entre São Paulo e Fluminense (risos). Aí mandei para ele: ‘Você não quer jogar? Pega o telefone do treinador para tirar onda’. E ele pediu desculpa (risos). VÍDEO
Muito se fala do trabalho de desenvolvimento individual de jogadores realizado por Jorge Sampaoli e Rogério Ceni. Você acredita que falam pouco do seu trabalho nesse aspecto? E como procura desenvolver os atletas?
Não posso ser injusto. Acredito que a repercussão seja satisfatória sobre a minha capacidade de melhorar os atletas. Trabalhar com jogadores jovens e em desenvolvimento é uma das grandes virtudes que tenho, pois apresento a paciência e a didática necessária para que sejam desenvolvidos.
Roger, você passou por Juventude, Novo Hamburgo, Grêmio, Atlético-MG, Palmeiras e Bahia. Ao longo da sua trajetória como técnico, o que tem observado de evolução no processo de contratação? Há algo que precisa ser melhorado?
De forma geral, percebo uma evolução e um encaminhamento para buscar informações acerca das ideias de jogo, e também do modelo de gestão para conduzir o processo em um clube de futebol. Por exemplo, ao participar de um processo de contratação de técnicos no Chile, tenho que enviar informações acerca dos modelos de jogo, os conceitos treinados, a forma de desenvolver o treino, liderança, etc. Mas, sobretudo no Brasil, os gestores continuam contratando não pelas capacidades técnicas do profissional, mas sim pelo momento. Então, se o treinador der sorte de estar na curva ascendente quando foi demitido pelo último clube, automaticamente será lembrado quando houver vaga em aberto em algum clube. E o mesmo acontece no sentido oposto. Se o técnico estiver no momento descendente, não será lembrado no momento que o mercado estiver aquecido. Soma-se a isso uma peça fundamental nesse quebra-cabeça: as redes sociais. Afinal, elas detêm um poder de influência na tomada de decisão muito grande. Por vezes, lançam um nome para saber se será bem recebido. Quem está na ponta do processo não quer contratar um treinador que vai chegar com rejeição no clube. Não querem comprar essa briga.Brinco que vai chegar o dia no qual existirá um aplicativo em que o sócio gold irá eleger os 11 jogadores que entrarão em campo. E, como técnico, vou ficar restrito a realizar treinos.
O Cartola FC é algo bem próximo dessa realidade citada por você…
Sim. E, volta e meia, as pessoas invadem o meu WhatsApp para enviar mensagens com xingamentos por ter mudado a escalação da equipe. Não sei onde a sociedade vai chegar. Esse ambiente externo, que tem exercido grande influência no jogo, tem deteriorado a minha relação com o futebol. E a balança está começando a inclinar para encerrar a carreira de técnico e iniciar uma nova etapa da minha vida. Mas, por hora, sigo o planejamento de seguir como treinador por mais cinco temporadas.
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2020.11.06 12:26 Response-Project Um novo subreddit para debater as respostas à COVID-19

Olá! Este é um novo sub, que espero ser um lugar saudável para debater as respostas das autoridades à COVID-19.
Esta é a descrição do sub:
Um lugar na internet para debater a resposta à COVID-19 e o seu impacto na sociedade, na economia, na saúde física e mental, nos direitos e liberdades humanos. A discussão parte de uma posição de ceticismo em relação à eficácia e equilíbrio da resposta das autoridades na gestão a médio e longo prazo da pandemia SARS-CoV-2. Este é um subreddit de língua portuguesa.
Por favor leiam as regras :)
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2020.11.04 18:00 PolylingualAnilingus Eleições 2020 - confira neste post as principais propostas dos três candidatos à presidência do Corinthians

Boa tarde, nação corinthiana do Reddit. Estamos fazendo este post para deixar mais claras as propostas (já postadas em posts separados) dos três candidatos à presidência, sem precisar ir a outro site ou ver vários posts diferentes.
Aqui seguem as propostas dos 3 candidatos, em ordem alfabética.
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Augusto Melo:

1 - Gestão Meritocrática

Criar um plano com metas e objetivos. Gerir o Corinthians de forma clara, objetiva, profissional e organizada, com responsabilidade com os ativos financeiros, físicos, tecnológicos e humanos.
Administrar o clube para orgulho de cada corintiano, com uma visão de futuro e de vanguarda. Ter profissionais qualificados nas áreas e com perfil vencedor.

2 - Financeiro

Recuperação da credibilidade financeira e moral. Apresentar os ativos de valores da marca e de sua torcida e o seu grande potencial financeiro para toda e qualquer ação.

3 - Jurídico

Ter uma equipe profissional de grandes advogados especialistas em áreas distintas, que blindem o Corinthians.
Contratar especialistas nas áreas de: compliance (conformidade), trabalhista, esportivo, empresarial e recuperação de créditos.

4 - Clube social

Desenvolver uma administração independente para o clube social, com gestão de custos e gastos para torná-lo autossustentável. Aumentar o número de associados com atrações que o clube possa dispor, decorrente da excelente localização que se encontra.
Modernizar o clube e criar uma referência de espaço multiuso para os sócios de forma autossustentável juntando conveniência, diversão, segurança e entretenimento aos sócios e aos corintianos.
Criar uma rede de hotéis do Corinthians, começando pelo clube e depois no CT, adotando o sistema "timeshare", que dá a garantia ao Corinthians de ter receita mesmo em baixa temporada de férias ou eventos. Oferecer clube, parque, shopping e hotel num único espaço.
Trabalhar para fazer com que a mulher tenha maior participação na vida do clube, como o direito ao voto do sócio 01, por exemplo.

5 - Arena

Transformar a Arena numa grande fonte de espetáculos e de atrações comerciais e corporativas, transformando-a num grande polo esportivo, cultural e de entretenimento de São Paulo.
Restabelecer o domínio administrativo e financeiro da Arena. Revisar e renegociar os acordos vigentes.
Todos os jogos na Arena serão um espetáculo.

6 - Futebol

Desenvolver um departamento de futebol do clube vencedor, com administração séria, transparente e competente. Os atletas que vierem a jogar no Corinthians serão valorizados por toda a estrutura profissional em que estarão inseridos e, por isso, serão cobrados também pelo profissionalismo esportivo e de conduta. Um time forte se faz com atletas fortes e com planejamento pautado nos resultados, esportivos e financeiros.
Será oferecida uma gestão de marca e curadoria aos jogadores. Desenvolveremos e manteremos novos ídolos para o Corinthians. Teremos um time de futebol montado com verdadeiros guerreiros e que jogarão com o ímpeto de vencedores.
Na base, desenvolver o departamento com efetiva formação de atletas. Já no futebol feminino, ser referência esportiva, administrativa e de marketing. Utilizar premissas de desenvolvimento do futebol masculino no feminino.
Nas negociações, ter critérios pré-estabelecidos que serão rigorosamente cumpridos, satisfazendo os objetivos do atleta e do Corinthians, não dos empresários.
O time irá treinar no clube social uma vez por mês. A sirene do Parque São Jorge será tocada nas apresentações dos jogadores.
Queremos ser referência também nos departamentos de estatística, médico, de fisiologia e fisioterapia esportiva.

7 - Ingressos

O valor do ingresso será congelado durante um ano. Crianças abaixo de oito anos não pagarão ingresso. O programa Fiel Torcedor será aprimorado e com de abrangência nacional. A cada jogo do Corinthians, uma família que nunca assistiu a uma partida do time será beneficiada com uma ida ao estádio para acompanhar o espetáculo.

8 - Corinthians Solidário

Em todos os jogos mil ingressos serão disponibilizados para pessoas carentes.
A cada partida os torcedores poderão entrar numa plataforma e assinalar quantas cestas básicas eles doarão para uma entidade assistencial a cada gol marcado pelo Corinthians. Esta promoção faz com que, a cada jogo, seja criada uma “Bolsa de Apostas do Bem”.

9 - Shows e eventos

Será criado um calendário de eventos para o clube. No Parque São Jorge, serão realizados shows a preços populares. Na Arena, grandes eventos.

10 - Institucional

Reestruturar todo o projeto de iluminação do clube, batizado de "Projeto Lampião", nome inspirado na história de criação do Corinthians.
Enaltecer os ídolos que escreveram a história de conquistas e vitórias do Timão.
Desenvolver uma metodologia de incentivo aos esportes amadores do Corinthians, valorizando futuros atletas e incentivando a prática do esporte em suas diferentes modalidades e características, com incentivos fiscais federais e estaduais.
Pensando nos jovens, o Corinthians terá uma das mais importantes e modernas arenas de e-sports do Brasil.
Construir o Hospital Dr. Sócrates no Parque São Jorge e desenvolver clínicas de exames e primeiro atendimento.
Criar a "Salve", operadora de telefonia própria do clube, além de uma uma rede social própria do clube e uma plataforma digital de transmissão por streaming de conteúdo audiovisual por demanda. A programação da televisão contará com conteúdo jornalístico, esportivo e filmes.
Inaugurar a Corinthians Academy, uma plataforma de educação e intercâmbio do Corinthians através do futebol, compartilhamento das metodologias esportivas e de gestão do clube.
Desenvolver uma aliança junto a uma grande instituição internacional, com o compromisso para o ensino da língua inglesa para todos os jogadores que estiverem na base do Corinthians.
Realizar uma vez por mês uma reunião com os torcedores para discutir novas ideias através da perspectiva e experiência de quem vive o dia a dia e acompanha o time em todos os jogos.
Criar a "Fiel Cap", título de capitalização do Corinthians, um produto financeiro/filantrópico que premiará a torcida e destinará parte da arrecadação à Cruz Vermelha.
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Duílio Monteiro Alves:

1 - Clube social

O clube precisa ser um espaço que contemple todas as idades da família corintiana, com segurança, serviços de qualidade, valores acessíveis, boa infraestrutura, esporte, cultura e lazer. Para tanto, como sócio, frequentador desde o berço e profundo conhecedor dos anseios dos associados e das dificuldades do clube, baseamos a gestão do clube social em quatro pilares essenciais: Estrutura, Social/Lazer, Esportes e Tecnologia.
Com base nesses pilares, elaboraremos um Plano Diretor para padronizar a identidade do clube e permitir seu crescimento planejado e dentro da legislação. Vamos modernizar a academia e o parque aquático, ampliar as vagas de estacionamento e criar novas atrações voltadas para as crianças e os adolescentes, como skate (cuja pista foi recentemente inaugurada), BMX e e-Sports, além de incentivar os times Masters do clube. Também implementaremos a segunda fase do projeto de Wi-Fi para os sócios e a entrega das novas funcionalidades do sistema de gestão da secretaria do clube, que facilitará o contato com os associados.

2 - Gestão de esportes olímpicos e amadores

O foco nas modalidades esportivas que vão além do futebol profissional seguirá forte. A intenção é que o Corinthians se estabeleça cada vez mais como um clube formador, em diversas modalidades, tanto no esporte amador quanto para os sócios. E que os esportes sejam, em breve, autossuficientes. Para isso, criaremos um braço específico do departamento de marketing/comercial que trabalhe parcerias de investimento para as modalidades dos diversos esportes praticados no clube, buscando patrocínios, incentivos a intercâmbios, comunicação, promoção e divulgação nas redes digitais do clube. O objetivo é fazer com que os demais esportes sigam o exemplo do que temos hoje com natação, basquete e futsal, que possuem todas as categorias de formação de atletas – para que, assim, o clube possa contar com o atleta que forma, além de evitar perdê-lo para outros clubes. Paralelamente, iremos manter o fortalecimento das seleções associativas, de modo que o sócio possa continuar treinando e participando, sem perder espaço para o atleta de alto rendimento.

3 - Futebol profissional

O Corinthians tem obrigação de disputar títulos todos os anos. Essa certeza me orientou desde quando participei da montagem do time que ganhou o Brasileiro de 2011, a Libertadores e o Mundial de 2012. As taças da última década criaram uma cultura de vitórias, da qual não podemos abrir mão. Tivemos um tri paulista e campanhas sólidas na Copa do Brasil de 2018 e na Sul-Americana de 2019, fomos vices no Paulistão neste ano. Embora não estejamos satisfeitos com os resultados mais recentes, é preciso reconhecer que a atual gestão deixará uma estrutura profissional, em todos os sentidos. Os setores estão consolidados: teremos uma comissão técnica experiente; um elenco com talento e jovens promissores, que evoluirão para um encaixe no futuro; um Centro de Inteligência operante; um CT sem igual no Brasil; uma base forte e totalmente estruturada com seu novo CT, além de uma das Arenas mais modernas do mundo. O time sub-23 cumprirá um papel fundamental: ele dá rodagem e acompanhamento próximo a meninos da base no último estágio da maturação, como ocorreu com Roni, Raul e Xavier, além de abrigar a captação de talentos mais tardios. O desafio é aprimorar para continuar ganhando.

4 - Futebol de base

A formação de atletas exige investimento a longo prazo, olhar apurado e paciência com os processos. A atual gestão continuou a otimização da base, que foi competitiva em todos os campeonatos, revelou talentos que reverteram lucro, como Pedrinho e Carlos, e retorno esportivo, como Mantuan, Lucas Piton, Roni e Xavier no time principal. O próximo passo é ainda mais importante: com a entrega do CT da base neste ano, vizinho ao CT profissional, o Corinthians traz um incremento definitivo à formação e à transição desses jovens para o time adulto. Em 2021, finalizaremos o alojamento que receberá 160 jovens, com conforto para os atletas e confiança para as famílias que muitas vezes optavam por outros clubes devido ao custo do transporte, à moradia distante, à falta de segurança, entre outros aspectos, além de permitir ao Corinthians acompanhar esse atleta mais de perto e orientá-lo no seu crescimento como atleta e cidadão. Iremos ainda implantar as tecnologias de ponta utilizadas com os profissionais também na base, auxiliando no acompanhamento do desempenho, no aprimoramento do desenvolvimento dos jovens e na captação de novos talentos. E para garantir que isso se torne realidade, faremos com que os dois departamentos trabalhem ainda mais próximos e em sintonia, acompanhando e participando pessoalmente de todo o processo.

5 - Futebol feminino

O time feminino do Corinthians é mundialmente reconhecido como um caso de sucesso, graças ao trabalho incessante da diretora Cristiane Gambaré com apoio do presidente Andrés Sánchez. Motivo de enorme orgulho da nossa torcida, ninguém discute hoje que a evolução da modalidade no Brasil e na América do Sul passa, obrigatoriamente, pelo Corinthians. Renovamos nosso compromisso de consolidar o nosso futebol feminino entre os melhores do mundo, contando com talentos de seleção brasileira, como Lelê, Tamires e Andressinha. Nos próximos anos, o futebol feminino também será um laboratório de inovação, dentro e fora do gramado, promovendo, cada vez mais, as histórias de superação, dedicação e enorme talento das nossas meninas e aproximando o clube de um novo perfil de torcida, dedicada à modalidade.

6 - Gestão financeira e governança

Como a capacidade de geração de caixa do nosso clube é gigantesca, precisamos adotar as melhores práticas de gestão, ter profissionais capacitados e fazer uso de ferramentas que nos possibilitem equilibrar as finanças e garantir fluxo de caixa positivo. A disciplina financeira será um objetivo a ser perseguido com elaboração de orçamentos, fluxos de caixa projetados e políticas internas de gastos e investimentos. Tudo alinhado a planejamento estratégico com foco em atender as demandas de nossa imensa torcida e de nossos sócios. Para nos ajudar nesse desafio, estamos alinhando procedimentos com uma das quatro maiores consultorias de gestão do Brasil e do mundo. Trata-se de um investimento que certamente nos ajudará a implementar e perpetuar processos e procedimentos que trarão importante retorno estratégico e financeiro. Governança é algo em que iremos também investir permanentemente para proteger e impulsionar nosso clube. Já estamos sob as regras do Estatuto Social e de outras diversas que precisam ser respeitadas de forma irrestrita, além de constantemente revisadas e aperfeiçoadas. Vamos incentivar o estreitamento das relações com todos os poderes do clube, como Diretoria Executiva, Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e Conselho de Orientação. Na seção “Transparência” do site do clube vamos publicar os balancetes mensalmente, além de todos as demais demonstrações financeiras acompanhadas por relatórios de auditores.

7 - Inovação, comunicação e marketing

A transformação digital do clube exige o cumprimento de uma missão: colocar o nosso torcedor no centro do ecossistema corintiano. Para isso, nossa estratégia é buscar uma interação total clube-torcedor, por meio de um aplicativo de celular fácil e ágil: a ideia é que o ingresso, o gol e até a cerveja da Arena estejam à distância de um clique. Mas a ambição não fica restrita à experiência na Arena: seja para a geração de conteúdo engajador em todas as nossas plataformas, seja para conceber produtos e serviços de real impacto no torcedor, seja para executar um programa de nacionalização e internacionalização do clube a sério, tudo isso exige criar uma relação de intensa intimidade entre clube e torcedor. Todo corintiano importa, esteja ele em Corumbá ou em Yokohama, e nossa gestão tem que garantir que o exercício da paixão corintiana seja pleno em todos os momentos e lugares.

8 - Transformação comercial

Nosso objetivo é aumentar a receita comercial em 50% nos próximos três anos, uma ambição que exige muito mais do que simples venda de patrocínios. É preciso acoplar um misto de microscópio com mira laser em todas as ações comerciais do futuro. Primeiro, criaremos um grupo profissional e verticalizado com foco na geração de parcerias comerciais de valor real para torcedores, parceiros e clube. Depois, combinaremos as ferramentas mais modernas de gestão comercial, como Big Data e Inteligência de Mídias Sociais, com outras já presentes no clube, como o CRM e monitoramento de valor de marca em mídia, a fim de ampliar o alcance dessas ações. O caminho é unificar as bases de dados de torcedores e consumidores, entender seus hábitos de consumo e interpretá-los estrategicamente para o aumento de receita.

9 - Fiel Torcedor

O aprimoramento do nosso programa Fiel Torcedor será uma das nossas maiores prioridades nos próximos três anos. Queremos triplicar a base de associados, e isso significa tornar o Fiel Torcedor atraente a todos, independentemente de onde morem. Como fazer isso? Bom, a gestão atual já investiu numa interação mais direta: o Fiel Torcedor já faz perguntas nas entrevistas coletivas, sejam elas de imprensa ou reservadas aos fiéis-torcedores. Tudo isso será intensificado. Os próximos passos são claros: além dos benefícios tradicionais, como desconto nos ingressos e nos produtos licenciados, haverá acesso a conteúdos exclusivos, experiências únicas no CT e na nossa Arena, participação em jogos e competições com distribuição de prêmios e brindes, prioridade no recebimento de notícias. Enfim, será um caminho para viver a paixão corintiana de forma privilegiada.

10 - Arena

Iremos transformar nossa Neo Química Arena no centro vivo da paixão corintiana. O acordo dos naming rights, combinado com as negociações avançadas para a quitação da Arena, nos permitem projetar uma geração de novos recursos ao clube já no primeiro ano da gestão. Cumprindo sua vocação de equipamento central da Zona Leste, iremos trazer um hotel (já em negociação), um espaço de coworking (já em negociação), tirolesa (fase de contrato), um restaurante no 4º andar (contrato já assinado) e novos bares nos setores Leste/Sul. Outros planos incluem a realização de inúmeras ativações em datas diversas além dos dias de jogos em parceria com a Neo Química, com shows e eventos culturais. Por fim, queremos criar uma incubadora de empreendedorismo digital, o Hub Fiel, a fim de incentivar projetos tecnológicos, os quais o clube terá prioridade na aquisição.
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Mario Gobbi:

1 - Saúde financeira

Como é de conhecimento público, a situação financeira do Corinthians é gravíssima e praticamente pré-falimentar. Então, a recuperação das finanças, bem como da credibilidade do clube, será prioridade. O projeto para esta área é bastante complexo, como teria que ser face à complexidade dos desafios e oportunidades de um clube como o Corinthians. Mas ele passa essencialmente pela gestão eficiente do fluxo de caixa do clube. Temos que equilibrar as contas, voltar a gastar dentro do que o clube arrecada, mas, além disso, buscar o crescimento desta arrecadação, gerando recursos para investir no futebol e nas outras importantes iniciativas do clube. Entre os principais pilares do projeto da área financeira, além de prováveis cortes de custos e da readequação de processos internos que a auditoria de uma das big four\* (Deloitte, Ernst & Young, KPMG e PricewaterhouseCooper) irá nos mostrar, temos um plano de criação de fundos de investimento, feito por um renomado profissional da área e com passagens por grandes instituições brasileiras e internacionais. Em três anos, quero entregar o clube saudável financeiramente e com o caminho trilhado para ocupar o seu devido lugar: o protagonismo permanente no futebol mundial. \Quatro principais empresas de auditoria do mundo.*

2 - Credibilidade

O Corinthians vive uma crise profunda de credibilidade com a sua torcida, que é o principal patrimônio do clube, e com o mercado. Para reconstruirmos esta credibilidade, temos um grande projeto administrativo que, resumidamente, contemplamos: realização de uma auditoria geral em termos de processos administrativos e financeiros, recursos humanos e sistemas de informação; um plano de governança corporativa, gestão de riscos associados e compliance; remodelamento dos processos de aquisições e suprimentos, após diagnóstico dos processos atuais envolvendo seleção, contratação e gestão de fornecedores; reestruturação da área de recursos humanos; revisão da tecnologia e sistemas utilizados em termos de integrações, automação e inteligência de mercado; e atuação na área de patrimônio e controle de obras. Todas as ações, que podem ser conhecidas com muito mais detalhes no site da Reconstrução Corinthiana, certamente colocarão o Corinthians em condições de recuperar a imagem positiva perante a sociedade, incluindo credores, fornecedores, comunidade esportiva, poder judiciário, sócios e torcedores.

3 - Arena Corinthians

O projeto para a Arena Corinthians é grande e todos os pontos podem ser consultados no programa completo. Alguns que cito aqui são: a total profissionalização dos quadros de profissionais do estádio; a transformação em uma Arena multiuso com o objetivo de ampliar drasticamente o número de dias utilizados; e que tenha separação de custos do clube afim de que opere por meios próprios, sob comando do clube.
Algumas das propostas são: aumentar a ocupação do estádio com estratégias de inclusão dos corinthianos de camadas sociais menos privilegiadas, aumentar previsibilidade e garantia das receitas de bilheteria através da implantação do Season Tickets, aumentar quantidade global de compradores de ingressos, internalização da venda de ingressos e programa de relacionamento, ingressos subsidiados para a comunidade, melhorar a experiência “Corinthians” no estádio para todos, análise de Dados, CRM e BI, adequação das faixas de precificação, melhoria e desenvolvimento de canais de venda e parcerias, maximização do uso de inteligência de dados para ativações segmentadas e customizadas, transformação da Arena em um destino diário, com atividades diversas, integração de fato e “abertura” da Arena para a população da zona Leste e do entorno, aproximação com órgãos de turismo, transformação do Oeste Inferior em uma área de comércio e serviços para atrair visitantes em dias sem jogos, potencializar atividades de esporte e lazer em áreas externas, posicionar a Arena como espaço para Eventos sociais e corporativos.
Abertura dos espaços externos para uso da população e realização de eventos esportivos, de lazer e culturais, benefícios e facilidades para moradores de Itaquera na aquisição de ingressos para determinados jogos, maior gestão sobre a qualidade e oferta de serviços prestados pelos operadores terceiros / parceiros, visando maximizar oportunidades de receitas e níveis de atendimento aos frequentadores da Arena, incluir Arena no calendário de grandes shows e turnês internacionais, valorização da experiência premium e conceito do produto, criar produtos e pacotes customizados (Camarotes, 3 Business e Oeste Superior) para o mercado corporativo, venda de produtos de matchday (avulsos) para pessoas físicas e turistas, melhorar e segmentar oferta de alimentação e bebidas, e muitos outros.

4 - Marketing

O departamento de marketing do Corinthians precisa ser atualizado com urgência, além de auxiliar diretamente no trabalho de reconstrução da imagem e da credibilidade com a torcida, que é o principal patrimônio do clube; e com o mercado, para atrair novos investimentos e patrocinadores. Entre outros projetos da minha gestão – e todos podem ser conferidos no site da Reconstrução Corinthiana – cito o ID único. Com ele, o Corinthians vai conhecer profundamente os interesses do torcedor, entender os desejos, hábitos e frequência de utilização, proporcionando melhores experiências. Todos os pontos de contato de relacionamento alimentarão uma base de dados única e proprietária do clube. Com um CRM – Customer Relationship Management, integrando inteligência no mapeamento e refino na segmentação dos diversos perfis, o clube poderá também enviar ofertas para mercado corporativo como plataforma de dados para campanhas. Sem esta ferramenta, o clube interage com uma pequena.

5 - Fiel Torcedor

O Fiel Torcedor precisa ser repensado por inúmeros motivos. O Corinthians não pode ter um programa de relacionamento com o torcedor com uma receita inferior à do Flamengo em quatro ou cinco vezes: em 2019, foram R$ 14 milhões de renda bruta do Fiel Torcedor contra R$ 61 milhões de renda líquida do programa do time carioca. A diferença é muito grande! Então vamos mudar o princípio, a ideia do plano. A prioridade e desconto na compra de ingressos têm que continuar, mas também vamos oferecer uma série de benefícios e vantagens aos torcedores que não frequentam o estádio – e neste ponto, o projeto do ID único será fundamental para enxergar os anseios e necessidades de cada um da imensa base. No projeto, ainda está a possibilidade do sócio do Fiel Torcedor também se tornar associado do clube social - o que ajudaria diretamente a sede social a se tornar autossustentável. Para finalizar, é preciso tirar da gaveta a discussão sobre a possibilidade de voto ao Fiel Torcedor. Já não podemos ficar sentados sobre esse tema. Temos que estudar, apresentar as ideias possíveis e então esperar que o Conselho e a Assembleia de sócios definam as diretrizes.

6 - Clube social

A sede social do Corinthians é um dos grandes patrimônios do clube. Na minha primeira gestão, fizemos uma lista enorme de benfeitorias e a entreguei em ótimas condições. Cuidar do clube significa não só oferecer o melhor ambiente possível para o associado, mas também preservar a história do Corinthians! A sede social precisa de uma série de melhorias, e isso demanda estudos aprofundados sobre o que fazer com o espaço ocioso. Não adianta alguém tirar da cabeça que o tema precisa ser estudado e não fazer mais nada. Mudanças grandes devem ser aprovadas nos conselhos deliberativos, como um plano diretor e uma meta de avanço para o Parque São Jorge, e, aos poucos, isso vai ser feito com a ajuda de parceiros e da iniciativa privada.
De concreto e imediato, os serviços que precisam melhorar são os de zeladoria, de vestiário, para garantir o dia-a-dia dos sócios com mais qualidade. Também queremos também trazer para o clube social pequenas e médias empresas (PME´s) interessadas em uma participação mais efetiva junto ao clube, envolvendo patrocínio de esportes olímpicos, áreas externas, equipamentos, praças, alamedas, museus, piscinas, quadras entre outros; organizar espaço para Feiras e Eventos empresariais nas dependências do clube; introduzir um polo de atração de startups voltadas à tecnologia, esporte e bem estar em área específica do clube; e realização de projetos que gerem atração a novos sócios e a antigos associados que se afastaram do clube.

7 - Responsabilidade social

Como disse o eterno presidente Miguel Battaglia: “O Corinthians é o time do povo e é o povo que vai fazer o time”. Não há como imaginar o Corinthians sem envolvimento com a população e as ações de responsabilidade social. Entre outras propostas da área, vamos criar a diretoria integrada de responsabilidade social e relações institucionais. Entre outros assuntos, a pasta cuidará das interações do Corinthians com organizações dos setores públicos e privados, apoiando a gestão do clube na busca de investimentos sociais que persigam resultados de impacto social, com caráter transformador, gerando subsídios materiais e imateriais para o Corinthians.
Também vamos criar uma instituição de terceiro setor (uma ONG ou a Fundação Corinthians), que terá como objetivo criar uma personalidade jurídica com capacidade de captação de recursos, autonomia e eficiência na prestação dos serviços sociais de sua competência. Também cito a criação do EducaSCCP, um projeto elaborado com o objetivo de levar a educação para o centro da administração e, portanto, das proposições do Corinthians. Como a instituição clube associativo tem uma função social, é preciso criar uma estrutura educacional mais sólida. O projeto, dividido em três etapas, tem o objetivo de levar a dimensão educacional como elemento constitutivo da formação de atletas feita pelo clube, chegando até à formação do atleta de futebol profissional.

8 - Futebol (masculino e feminino)

Temos uma equipe dominante no futebol feminino com grandes resultados, aceitação e engajamento da torcida. Temos que caminhar em duas frentes: uma que amplie o público que se identifica com as mulheres; e outra que encontre fontes de receitas que façam o projeto cada vez mais sustentável por si só – o que me parece muito viável, aliás.
O projeto para o futebol masculino é ter um time competitivo, que honre as tradições do Corinthians, até que as finanças do clube sejam sanadas. Depois que conseguirmos colocar o Corinthians de volta ao trilho do trem, certamente o clube assumirá o papel de protagonista permanente. Não queremos que esta mudança aconteça por um curto período, de quatro, cinco anos, como já aconteceu. Queremos que o Corinthians seja protagonista permanente! Por isso, é extremamente importante entender o novo momento, enxergar o clube de forma diferente, apoiar as mudanças e ter paciência por algum tempo para, então, assumir o protagonismo.

9 - Categorias de base

O trabalho atual da base é como todo o trabalho de gestão do Corinthians. Não se sabe muito bem para quem serve e ao que serve. É uma pena porque isso afeta o sonho de muitos jovens e suas famílias, além de ser terrível para o clube e a torcida. Lamento também que o Sub-23, um projeto teoricamente positivo porque era para ser um trabalho continuado da base, tenha virado uma ilha completamente nebulosa. O nosso projeto para esta área, entre outros pontos, é investir em tecnologia para aprimorarmos a captação de jovens com potencial. Pretendemos enxugar ao máximo o número de atletas e investir mais nos profissionais ligados à preparação. Precisamos ter as melhores comissões técnicas, compostas por profissionais de alto gabarito e trajetória. Também apostaremos na qualificação dos atletas na parte educacional.

10 - Esportes olímpicos

Na minha primeira gestão, conquistamos títulos inesquecíveis em muitas modalidades: a única medalha olímpica em esporte individual na história do clube (Thiago Pereira, na natação, em Londres-2012), recorde de medalhas de ouro de um só atleta em um Mundial de Piscina Curta (Felipe França ganhou cinco no Mundial de Doha, em 2014), Cinturão Peso Médio do UFC (Anderson Silva, 2012), UFC 153 (Anderson Silva, 2012), Mundial de Skate Vertical (Rony Gomes, 2013), Troféu Maria Lenk de Natação após 48 anos (2014), Campeonato Sul-Americano de Clubes de Basquete Feminino (2015), Campeonato Paulista de Basquete Feminino (2015), Taça Brasil de Futsal (2014) e Liga Paulista de Futsal (2013 e 2015).
Além de todos os títulos, também inovamos e contratamos um surfista (Adriano de Souza “Mineirinho”, que conquistou o Mundial em 2015 após deixar o clube). Como mostra o investimento feito à época e os resultados, eu sou um apaixonado também por esportes olímpicos. No entanto, com a situação financeira que se apresenta e é de conhecimento público, precisamos analisar, verificar o que é possível após a realização da auditoria e, então, implantar projetos de desenvolvimento de novos talentos que couberem na nova realidade do clube.
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E aí, o que acharam? Em quem vocês votariam?
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2020.10.26 09:25 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 4.1: Racismo]

Olá amigos!
Nestes capítulos que se seguem vamos falar das duas catástrofes que ameaçam destruir o UK como o conhecemos: o double whammy, o espectacular 1-2 do Mike Tyson que são o Brexit e o Covid. Vamos tratar temas um bocadinho controversos, portanto conto levar muito flak por causa destes posts. No entanto faz parte da história e da experiência, por isso é o que é. Só prometo que não digo nada que não consiga defender, e que mudarei de ideias quando confrontado com factos que me contradigam.

TL;DR

Uma nota sobre racismo/xenofobia

Parafraseando o John Oliver: se achas que o mundo [da internet] não é muito diferente para as mulheres e minorias, parabéns pela tua pila branca [1].
Eu vou dedicar brevemente um capítulo às diferenças culturais interessantes que encontrei neste percurso recente, mas uma questão que vi ser levantada várias vezes quando vim foi a do racismo. Em particular, o potencial de eu vir a ser alvo de alguma discriminação no calor do Brexit. Talvez seja melhor deixar já os traços gerais da minha opinião para que fique claro no futuro.
Eu acredito que o racismo e, mais geralmente, a discriminação com base na nacionalidade, religião, identidade de género, etc etc etc etc, é um problema que existe. O racismo é, aliás, um fenómeno muito bem documentado no UK [2,3]. Particularmente chocantes para mim foram os ataques a estudantes asiáticos que usavam máscara no início do covid [4]. Escusado será dizer que acredito também que o racismo é inescusável, e que não tem lugar na sociedade moderna.
Acredito também que é algo perpetrado principalmente por pessoas deseducadas, desprovidas de muitas bênçãos que nós (pessoas civilizadas) temos e, provavelmente acima de tudo, que vivem vidas suficientemente difíceis para irem nessa conversa. Também acredito que o problema do racismo no UK não é cultural, mas sim político. O racismo é usado como arma de arremesso e como combustível na caldeira de comboios como o Brexit. Não se iludam ao ponto de achar que as pessoas são racistas porque são racistas; são racistas porque não sabem melhor.
Na altura em que me mudei estava, como agora, muito em voga a questão do racismo e da potencial vitimização da qual um novo imigrante poderia ser alvo. Eu nunca me senti prejudicado ou tratado de forma diferente que não benéfica por ser estrangeiro. Nunca ninguém foi desagradável de modo nenhum para mim, nunca ninguém usou qualquer tipo de calão racial para se referir a mim à minha frente, e não me senti alvo de nenhuma discriminação. Muito pelo contrário: os ingleses com quem convivo receberam-me de braços abertos na sua casa (às vezes literalmente), mostram interesse na minha cultura como eu mostro na deles, e cultivam um ambiente acolhedor. Isto estende-se às comunidades UK que existem no reddit, como o /CasualUK, o /CarTalkUK, o /LegalAdviceUK e até o menos acolhedor /UnitedKingdom.
Isto não significa que o racismo não exista, apenas que eu não o experimentei. A minha experiência é muito positiva, acredito que em parte porque:
Isto não significa que eu me acho um bad ass motherfucker intocável. Muito pelo contrário; tenho é tido muita sorte, cuidado a escolher onde vivo, onde vou, com quem me dou e, talvez mais importante, ao que presto atenção.

O imigrante, a burocracia e o racismo no sistema

Não significa também que o sistema não prejudique os novos imigrantes: como viram, encontrar casa é extremamente caro, o acesso ao crédito é muito mais difícil, etc. O nosso "histórico" é muito importante no UK: histórico de crédito para acesso a crédito, histórico de arrendamento para acesso ao arrendamento, histórico profissional para acesso a emprego.... Todas estas são questões em que o sistema inerentemente prejudica o novo imigrante: é impossível ter histórico cá quando estamos acabados de chegar. Assim, acresce às barreiras culturais e linguísticas uma barreira burocrática que acaba por actuar como uma discriminação em função da nacionalidade disfarçada de due diligence. Por outro lado, é difícil argumentar contra: os senhorios têm o direito a saber a quem estão a arrendar, os bancos a quem emprestam, as empresas quem contratam, etc.
Não sei até que ponto isto será diferente em Portugal (nunca fui imigrante em Portugal, né), mas não acredito que seja substancialmente diferente. O meu percurso académico em Portugal permitiu-me estudar e trabalhar com um largo número de pessoas que se mudaram para lá. De um modo geral, parece-me que o imigrante em Portugal beneficia de um certo "deixa andar" que nos é característico. Não têm tanta dificuldade em arrendar, e nos casos que conheço já vinham com o trabalho alinhavado. Os bancos Portugueses não parecem fazer muitas perguntas, mas limitam o crédito que concedem. Ainda assim, um novo imigrante em Portugal parece-me ter acesso mais fácil a crédito ao consumo do que nós temos aqui.
Por outro lado, um imigrante extra-comunitário em Portugal tem que lidar com o que é o flagelo da existência de qualquer emigrante em Portugal: o SEF. Eu tive muito pouca interacção directa com o SEF, tive muita interacção indirecta ajudando colegas a preparar documentos e reuniões com eles, por exemplo. O SEF é facilmente o sistema burocrático público em Portugal que conheço mais merdoso, mal gerido e prejudicial para o imigrante que conheço. Segundo entendo, o SEF está extremamente mal financiado e a sua gestão muda ao sabor do vento político. Isso resulta em coisas espectaculares como:
Enquanto imigrante no UK, só tenho coisas boas a dizer sobre o sistema britânico. Todas as interacções que tenho tido com eles são simples, pragmáticas, fáceis de entender e eficazes. Existem directivas unificadas para praticamente tudo o que precise de saber (o gov.uk é incrível). Eu vinha a contar viver um verdadeiro pesadelo burocrático por causa do brexit, mas tudo se tem tratado com muita tranquilidade; não quer dizer que não se estrague entretanto, mas para já a minha visão é extremamente positiva por comparação. Mais uma vez, esta visão é altamente pessoal: eu vim para cá com um contrato assinado, com uma letter of employment de uma empresa gigante, e com algum dinheiro para gastar.
O racismo é um hot topic e usado muito frequentemente para clickbait, por isso vou tentar que esta seja a minha última nota acerca do assunto. Se quiserem falamos informalmente nos comments.

Conclusão

Em suma parece-me mais fácil, em termos burocráticos, um tipo mudar-se para aqui do que para Portugal. O racismo por aqui é claramente um problema, mas tenho tido a sorte de não me calhar a mim; dado o local onde vivo, nem nunca conto que isso venha a ser um problema.
Decidi partir em vários posts pois notei que estavam a ficar muito longos. Por outro lado, vou tentar aumentar a cadência dos posts para 2x por semana (segundas e quintas). Digam de vossa justiça sobre o novo formato mais "compacto". Eu sei que alguns de vós preferem o formato mais longo, por isso vou tentar encontrar um equilíbrio algures entre o "impossível de ler no telemóvel" e o "curto demais para valer a pena", mantendo ao mesmo tempo um tema coeso em cada post. Esperem pelo próximo na quinta-feira!
Abraços!

Referências

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2020.10.23 01:28 EvertonLuiz84 9 Melhores Aplicativos Para Gerenciar E-mails Profissionais

9 Melhores Aplicativos Para Gerenciar E-mails Profissionais

https://preview.redd.it/xwzm2fcfdqu51.jpg?width=903&format=pjpg&auto=webp&s=ca9b280bd91c34a6a6f67a5f52f7379cfb09598b
Diversas são as opções de aplicativos para gerenciar e-mails profissionais que existem hoje no mercado e que facilitam diversos aspectos do negócio.
Mas, em uma sociedade que não quer perder tempo, dispositivos móveis vem ocupando mais esse espaço. Então, por que não se voltar a ferramentas mobile, certo?
Com isso, hoje vemos diferentes opções para administrar os e-mails profissionais de sua hospedagem de site, tudo pelo celular ou tablet.
Não importando então, onde você estiver. Basta ter acesso à internet para que seja possível continuar acompanhando o que acontece em sua empresa.
Portanto, ao criamos um artigo mostrando algumas das melhores opções de aplicativos de gestão mobile, para acompanhar acesse: https://bqhost.com.bblog/melhores-aplicativos-gerenciamento-emails-profissionais/
submitted by EvertonLuiz84 to u/EvertonLuiz84 [link] [comments]


2020.10.10 14:16 TapperTotoro Os meses em que vivi na rua, toda a fome que passei e a bicicleta que mudou tudo para melhor.

Eu venci a depressão e é isso que tenho feito desde que me curei! - Parte 3/365
Uma espécie de diário aberto: Os meses
Olá ...
Hoje não devo escrever muito, e decidi partilhar uma prosa que escrevi nos meses que sobrevieram o meu divórcio (editado: escrevi mais do que achava que escreveria).
Para colocar em perspetiva: depois de sair da casa que era minha (comprada e que ficou para a minha ex-esposa e para os meus filhos) consegui alugar uma casa por alguns meses, mas não conseguia trabalhar por causa da profunda depressão, além de não receber respostas positivas por parte das empresas para onde mandava o meu curriculum e em poucos meses todas as minhas poupanças acabaram e acabei por ter de ir morar para a rua. Morar na rua implica passar fome - já passei noutros momentos da minha vida, pois durante grande parte da minha infância, o país em que nasci e vivi até antes de me ter mudado permanentemente para Portugal, viveu em guerra civil - felizmente Portugal é um país relativamente seguro, mas nada fácil principalmente para pessoas negras (acreditem, por mais inteligente e boas referências uma pessoa negra tenha aqui em Portugal, é muito difícil arranjar algum emprego que os próprios portugueses consideram "condigno", e todos os lugares em que trabalhei cá eram fora da minha formação - Estatística, Gestão, Informática e Administração, fora os conhecimentos de informática que tenho mas que infelizmente ainda não tenho um diploma para provar que tenho, mas em breve isso mudará. (lembra-se, estou a estudar e no final do próximo ano recebo um diploma de Desenvolvedor de Software).
Felizmente por causa do meu trabalho com as artes, conheço muita gente que apesar de não me poderem ajudar com a questão da casa, arranjavam-me algo para comer durante os meses em que vivi na rua e saí da cidade em que fui viver depois do divórcio, muita gente passou-me contactos que elas tinham e eu arranjei um emprego num bar (aos finais de semana e feriados de noite-madrugada) e com esse dinheiro eu conseguia comer e poupar para comprar uma bicicleta.
Porque uma bicicleta?
Simples: eu caminhava mais de 10 quilómetros todos os dias que voltava do trabalho no Bar, às 02:00 da madrugada. Nessa mesma altura em que comecei a trabalhar no bar, ia para um lugar em que tinha uma escola antiga que era usada como estúdio de ensaio para bandas e outras atividades culturais e recreativas, e lá ficava a preparar as minhas refeições e compor músicas (além de tratar da minha higiene). Felizmente, eu não preciso de dormir bastante ou consigo passar até uma semana sem dormir (literalmente) e também aproveitava o facto de que existia uma praia fluvial por perto para ir tirar uma soneca lá nos dias em que estava muito exausto. Infelizmente o dinheiro que ganhava no bar, mesmo com as gorjetas não servia para alugar sequer um quarto (mesmo tendo eu comida de graça no bar para jantar de noite e pequeno almoço de madrugada, e poupando algum dinheiro); então a bicicleta ajudar-me-ia e ajudou bastante a tanto poupar mais algum dinheiro que gastava com o autocarro para ir trabalhar, quanto poder me deslocar para mais entrevistas e futuros trabalhos.
Passado um mês depois de começar a trabalhar no bar, recebi uma resposta de uma das fábricas em que tinha mandado o meu curriculum e que ficava há mais ou menos 10 quilómetros do edifício em que tinha a sala de ensaio; depois de ir para a entrevista de dia, na tarde do dia seguinte eles ligaram-me a dizer que eu tinha ficado com o trabalho e que começaria já no dia seguinte (nota, faltavam alguns euros para poder comprar a bicicleta nesse dia e eu tinha de arranjar uma maneira de conciliar os dois trabalhos, pois um terminava às 02 da madrugada e o outro começava às 05:30 da madrugada, mas de forma rotativa - uma semana às 05:30, e outra às 13:30, e nas sextas feiras a hora em que saia de um era muito depois da hora em que eu tinha de entrar para o outro trabalho - bar e fábrica).
Essa incógnita dos dois trabalhos que não deram para conciliar. O que fiz?
Bem, uma coisa de cada vez. Primeiro, fui trabalhar para o bar numa quinta feira que era feriado e tinha de entrar para a fábrica na sexta feira, às 05:30, e como ainda não tinha a bicicleta, saí do bar e caminhei até à fábrica, estava super empolgado e feliz por ter um trabalho a tempo integral, e como sairia às 13:30, não havia nenhum problema em não ir para a praia fluvial tirar uma soneca. Nesse dia, lembro-me que não foi difícil aprender a trabalhar com as máquinas da fábrica (tenho essa facilidade aprendizado absurda); mas passei todo o turno de trabalho a pensar em como lidar com essa incógnita e cheguei à conclusão que somente ia trabalhar no bar (e não poderia trabalhar lá porque não tinha como mudar os meus horários de trabalho em ambos os lugares) até a conseguir comprar a bicicleta e calhar a sexta feira em que o meu horário de trabalho na fábrica terminava depois do início do meu horário de trabalho no bar (num terminava às 21:30 e noutro começava às 17:00).
Segundo, trabalhei nos dois lugares durante uma semana, falei com os meus empregadores e como não deu para mudar os horários, despedi-me do bar e fiquei a trabalhar somente na fábrica, e no meio disso tudo, comprei a bicicleta e todos os dias, de segunda à sexta, numa semana acordava às 03:45 da madrugada para pedalar por uma hora até ao trabalho e depois mais uma para voltar até ao estúdio às 13:30 e noutra entrava às 13:30 e às 21:30 pedalava eu até ao estúdio de ensaios para espairecer e criar alguma coisa artística e fazer a minha higiene pessoal, além da comida para o dia seguinte ...
A fome e a rua!
A fome: em menos de 4 meses eu saí dos meus 98 quilogramas de peso, para os 66 quilogramas. Isso para mim resume tudo, mas ainda assim consegui ter energias para caminhar e lembro-me de ficar pasmo que em menos de uma semana eu tinha caminhado mais de 100 quilómetros (gravei uma foto com isso e uso-a para lembrar-me sempre do quão forte sou capaz de ser nos momentos de maior adversidade. A fome nunca é só fome, é também propulsora de ansiedade, fragilidade psicológica além da física, desmotivadora . . . mas venci a fome com toda as forças que reuni quando decidi voltar a viver e lembro-me muito bem que sempre que eu ia trabalhar para o bar, e sorria, não era um sorriso para esconder as dores no estômago ou todo o caos da minha vida nos últimos meses, mas sim um sorriso cheio de esperança e motivação, pois como já disse, pelo que parece, sou muito bom a começar do zero e a além de sobreviver, viver. A rua ofereceu-me muito mais do que eu podia imaginar, não no quesito segurança contra todos os elementos da sociedade e natureza, mas na paz que mesmo lá, no fundo do poço do conceito da sociedade materialista, encontrei e que me ajudou a ter mais forças para superar tudo ...
Enfim, sempre que me referir ao mês de junho de 2019, será para falar do mês em que recomecei realmente a minha vida depois do divórcio e de superar a depressão, a fome e o viver na rua, pois nesse mês eu consegui um trabalho a tempo inteiro, comprei uma bicicleta, conheci a minha atual namorara (uma mulher incrível que muito amo) e voltei a viver entre as quatro paredes em que me encontro hoje. Cá fica um dos textos literários que escrevi num dos meses em que morei na rua e perdia de forma assustadora a minha massa corporal:

GRÃOS, LEGUMINOSAS, TUBÉRCULOS E FUNGOS
É assim que se destrói o homem, em atenção, não! Não apenas o ser portador do mastro sexual, mas o animal de espécie humana. O fumo varre o meu olhar entre a realidade num lado, e a minha mente do outro, o vidro duplo no meio, física transparente da janela; da direita para a esquerda, embriagado pelo vento, enquanto se dissipa o tempo. Mas não! É assim que desaparece a minha vida. Enquanto como arroz, ao acordar, mas somente depois de passadas seis horas. Até lá, permaneço de estômago vazio a tentar escapar da morte. E ervilhas, e alface no dia da alface, e cenoura no dia da cenoura, e cogumelos, não os mágicos, no dia da não cenoura, depois de se terem acabado as regalias de poder escolher comer tudo exceto carne.
Conto cada moeda e frequências que me restam. A dissolução do acordo fraternal, previsível e instável, levou tudo, depois de seis anos a negar o evitável; anos que se prenderam à todas as decisões tomadas, desde o momento em que os meus pais, acidentalmente, deram vida ao humano que me tornei, até milhares de dias atrás, minutos que antecederam a rutura. Mas não! Não é assim que se destrói, põe-se fim ao marco de toda uma tentativa de encontrar a felicidade e a paz, nos braços de quem só me teve por posse, como se de um escravo se tratasse a minha existência, tal como foram enjaulados os meus antepassados mais próximos, acorrentados e separados do que lhes era posse por direito de nascença, alguns dias antes do meu nascimento.
Ao olhar para o fumo que se dissipou por completo, vejo as arvores que ao de longe são menores do que o meu medo, mas ao de perto, são tão altas quanto ou mais do que a minha alma que clamou por ajuda, à minha mãe, se é que ainda a posso chamar mãe; à minha irmã, não tão adorada desde sempre; ao meu irmão, em quem me espelho inversamente; aos agiotas, que nunca soube onde encontrar; aos ladrões que guardaram o meu dinheiro todo, durante a vida que perdi; aos traficantes, de tudo e menos alguma coisa; aos assassinos, de sonhos e modos; aos meus amigos, envenenados pela mulher que me desposou outrora; aos que ajudei um dia, a troco de nada; e ainda assim, nem mesmo por não merecer um pingo de empatia, ainda assim, ninguém me estendeu a mão, exceto?
Exceto a única pessoa que em meio tempo passou a ver quem sou, e descobri que sempre foi tudo; o que se esconde por baixo da máscara, quem se esconde por baixo do olhar e dos sorrisos, muitas vezes falso, muitas vezes desnecessário, mesmo não podendo dar mais do que o último centavo que lhe resta, permaneceu aqui, ao lado, a segurar-me pela mão e pelo olhar, numa tentativa de reanimar o homem, mas não o que carrega entre as pernas a corda reprodutiva, e sim o humano que nunca deixou, e se nega a deixar de ser uma criança, a mesma que chora sempre que se lembra de todas as vezes em que quase morreu, e que também morreu um dia, mas voltou por ter encontrado a resposta para a continuidade da vida, a criança que tem, com o passar de cada ano, menos dias para chorar, enquanto se prepara para ser o motivo do choro de, talvez, menos pessoas do que consegue contar, com quatro dos seus cinco dedos da mão esquerda.
É assim que se destrói um homem. Enquanto como arroz, antes de me deitar e desejar acordar noutra manhã, até lá, permaneço de estômago vazio a tentar escapar da morte. E ervilhas, e alface no dia da erva, a não psicoativa, e cenoura no dia da cenoura, e cogumelos, não os mágicos, no dia da não cenoura. Porque quem jurou amar-me abandonou-me quando tudo ficou extremamente difícil e necessário. E todos os que me amam, ainda, os mesmos que deduzo que não sabem o que é amar, estão longe agora que estou mais perto da transcendência. E apesar de me ter afastado propositadamente, para desperdiçar comigo mesmo alguns poucos anos da minha vida, ainda assim, me sinto indigno de pena, dissociado de tudo o que é meu, não por direito de nascença, mas por direito de divindade, de criação, de clonagem da minha acidez desoxirribonucleica, e dos meus glóbulos falciformes, alimentados pelos açucares naturais do pouco que me resta para comer, e pela gordura, e músculos do meu sempre magro corpo.
E assim se mutila e assassina o homem, fazendo-o comer-se a si mesmo, do tutano dos ossos para fora, até que inclusive os sonhos se tornem o único alimento imaginável que lhe resta para adormecido energizar a vida.
Reinicia.
Com amor;
Aladino.
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2020.09.24 22:11 Vedovati_Pisos Confira dicas de como montar uma academia

Para quem deseja investir em um negócio promissor, montar uma academia é uma das melhores oportunidades atualmente. Cada vez mais pessoas procuram esse estabelecimento para seguir um estilo de vida saudável, socializar, fazer parte de um grupo ou simplesmente por estética.
Mas para montar uma academia de sucesso é importante ficar atento a todos detalhes que lhe ajudarão a construir um ambiente agradável, o que inclui escolher equipamentos de qualidade, pisos adequados, e zelar pela segurança e manutenção da infraestrutura.
Confira algumas dicas para montar uma academia de sucesso.
Faça um bom plano de negócio antes de montar a sua academia
Um plano de negócio é uma ferramenta fundamental para o sucesso de uma academia. Muitas academias fecham por não ter feito um planejamento e compreensão do mercado antes.
Definir antes:
1- Produtos e serviços que serão oferecidos pela academia.
2- Missão da academia, a razão pela qual o negócio vai existir. Lembre-se que o resultado financeiro deve ser consequência de um trabalho bem feito.
3- O foco da academia: segmento de mercado.
4- A visão da academia: como deseja que sua empresa seja vista em longo prazo
5- As estratégias para atingir os objetivos e realizar a visão da academia
6- Descrição legal da academia – Classificação da empresa: individual, sociedade, etc.; e o regime de tributação que melhor se enquadra, dentro dos permitidos.
7- Estrutura organizacional da academia – Como a empresa irá funcionar, onde e como serão distribuídas as funções e equipe dirigente.
8- Plano de operações da academia – Descrição dos procedimentos de trabalho que serão utilizados.
a- Administração e Gestão Empresarial
b- Quadro societário (se for o caso) e distribuição das funções entre os sócios.
9- Parcerias – A academia irá trabalhar com parceria? Quem será os possíveis parceiros?
10- Defina um plano de marketing com os seguintes itens
a- Análise de mercado – Pesquisa e análise do segmento de atuação.
b- Oportunidades e Ameaças da academia – Análise do macroambiente (tudo o que está externo ao seu negócio).
c- Pontos Fortes e Fracos – Análise do microambiente (o que está interno ao seu negócio).
11-Clientela da academia – Quem serão os possíveis clientes da academia? O que eles procuram?
12- Segmentação da academia – Para aperfeiçoar as ações e tornar o atendimento mais personalizado, pode-se dividir o mercado em categorias. Se você precisa de um exemplo, veja o artigo Academia na terceira idade? Confira os exercícios e os aparelhos mais indicados!
13- Concorrência – Com quais as academias você vai concorrer? O que essas academias fazem? Como essas academias trabalham?
14- Estratégias de marketing para sua academia – Como chegará aos possíveis clientes da sua academia? Quais meios serão usados para divulgar a academia?
15- Vantagem Competitiva da sua academia. Resumidamente, é aquilo que tenho e o concorrente não tem.
16- Investimentos – Equipamentos, reformas, computadores, fachada, sistemas, treinamentos, etc
17- Custos fixo e variáveis da academia.
18- Definição dos preços a serem cobrados pela academia.
19- Ponto – Qual será o endereço da sua academia?
20- Promoção – Como será feita a promoção da academia? Quais mídias serão utilizadas? Existe alguma ação de marketing já planejada? Qual?
Nos próximos tópicos, damos dicas para você fazer grande parte dessas análises e começar o plano de negócio da sua academia.
Conquiste seu espaço
Segundo dados do SEBRAE, o Brasil é o segundo país com maior quantidade de academias no mundo. Isso significa que há espaço para quem deseja investir no negócio, mas também pode representar mais concorrência.
Avaliar a região em que você pretende montar a academia é essencial para se certificar de que haverá procura pelos serviços que vai oferecer. Esse levantamento o ajudará a oferecer outros serviços complementares que estejam em falta na região, embora sejam muito procurados e, dessa forma, maximizar seus lucros.
Por exemplo, loja de produtos esportivos no geral ou de suplementos alimentares, consultas com nutricionista ou médico do esporte e ginástica para terceira idade. Existem diversas opções e você pode personalizar o da sua academia de acordo com a localidade em que vai atuar, garantindo seu espaço desde a inauguração.
Entenda do negócio fitness e de negócio (gestão)
Você não precisa ser um profissional de educação física para montar uma academia, mas é fundamental conhecer sobre o segmento. Ao ler este texto, você já está no caminho, pois demonstra o interesse em se aprofundar no assunto. Mais do que entender do negócio, você deve entender de negócio. Portanto, se está começando a empreender agora, é fundamental que entenda tudo sobre administração de empresas, gestão de pessoas e marketing para garantir a sustentabilidade da sua academia.
Contrate profissionais para lhe ajudar
Você não precisa ser especializado na área esportiva para montar uma academia, mas isso não exclui a necessidade de contratar funcionários formados em educação física. O instrutor monta e acompanha os treinos dos alunos, também solicita avaliações médicas, quando necessário. Esse profissional poderá ajudá-lo a escolher os melhores equipamentos para sua academia e, caso esteja atento às tendências do mercado, sugerir modalidades em alta no momento.
Apesar de muitas academias não oferecerem consultas com nutricionista, vale considerar a ideia. O serviço pode parecer insignificante para o funcionamento da academia, mas, na prática, é essencial para que os clientes alcancem os resultados desejados, visto que a boa forma depende em grande parte da alimentação. Quanto mais satisfeitos os alunos estiverem, maior será a permanência, fidelidade e o grau de sucesso e estabilidade da sua academia.
Caso você queira oferecer outros serviços em sua academia, considere que precisará contratar profissionais qualificados para desempenhar a atividade. Muitos empreendedores iniciantes querem fazer tudo no seu estabelecimento e acabam oferecendo serviços ruins, justamente por não terem experiência e conhecimentos necessários. Ao seguir esse mesmo caminho, você poderá perder credibilidade perante seus clientes e ainda se afastar da gestão do negócio.
Identifique quanto custa abrir uma academia
Procurar estimativas do quanto custa abrir uma academia pode até dar uma ideia do valor que você precisará desembolsar para tirar o projeto do papel. No entanto, esse cálculo envolve um estudo de variáveis, dependendo das atividades que você oferecerá. Em geral, é importante entender que montar uma academia requer alto investimento inicial e oferece boa rentabilidade, mas em longo prazo.
Por meio do plano de negócios, você poderá identificar tudo o que precisa para abrir uma academia na localidade desejada, como investimento inicial, manutenção e a previsão de retorno. Isso porque o planejamento considera região, demanda pelos serviços e concorrência.
Somente faça empréstimos ou outros tipos de investimentos após montar o plano de negócio detalhado para montar a academia. Dessa forma, você terá certeza de que abrir uma academia do jeito que pensou e no local desejado efetivamente lhe trará retorno. Não tenha pressa: lembre-se de que um negócio melhor planejado tem mais chances de dar certo do que outro feito no impulso, que pode fechar as portas pouco tempo depois de sua inauguração e trazer diversos prejuízos.
Invista em um modelo de negócio que atraia seu público
Ao abrir uma academia, você deve proporcionar atendimento completo, o que inclui funcionamento em horários que realmente atendam ao seu público. Expedientes fora do horário comercial costumam ser muito procurados, visto que grande parte das pessoas somente se exercitam no seu tempo livre, quando entram ou saem do trabalho. Para que ninguém fique de fora, considere abrir sua academia por volta das 6h e fechá-la, de preferência, às 22h durante a semana, e fazer meio expediente aos finais de semana.
Também é importante pensar em pacotes promocionais para se destacar de outras academias (fique atento à concorrência). Aproveite a inauguração para oferecer um preço atrativo, como matrícula grátis ou uma mensalidade abaixo do mercado durante um prazo determinado.
Veja também: Novas tendências de exercícios invadem as academias
Divulgue sua academia
Mostrar que sua academia chegou nos arredores vai garantir que todo mundo saiba da novidade. Dependendo da localidade, você pode distribuir folhetos ou usar carros de som para isso. Para deixar a divulgação mais atrativa, promova um evento de inauguração e ofereça uma recompensa de valor, como, por exemplo, uma aula de musculação grátis. Dessa forma, você reunirá um público grande quando abrir seu estabelecimento e pode já fechar matrículas ou captar contatos para futuras campanhas.
Como estratégia em longo prazo, vale a pena investir em marketing digital. O consumidor atual procura tudo pela internet, até mesmo serviços nos arredores. Portanto, ao garantir sua presença digital, você será encontrado com mais facilidade e de forma econômica.
Comece fazendo um site, com páginas para cada modalidade que oferece. Registre sua empresa no Google Maps para facilitar a localização de interessados. Faça uma página para sua academia nas principais redes sociais (as mais indicadas são Facebook e Instagram, porque reúnem um grande e variado público).
Para fazer marketing digital, você precisa antes de tudo se relacionar com seu público. Em suas páginas, devem ter conteúdos informativos, que realmente agreguem valor à vida dos seus seguidores. Isso significa basicamente usar esses canais mais para demonstrar o quanto seus serviços melhorarão a qualidade de vida e bem-estar das pessoas e menos para promovê-los diretamente.
Outra forma eficaz de promover a sua academia é por meio de convênio com empresas e outros parceiros da região, de preferência, que atuem no mesmo ramo (esportes, saúde e bem-estar).

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2020.09.21 14:38 spetsnatz [Anúncio AMA] Pedro Coelho, Administrador da Square Asset Management

Caros amigos, regressamos do período de férias, de volta aos AMA, com uma personalidade de grande relevo no mundo financeiro, mais especificamente, dos Fundos Imobiliários: Pedro Coelho, Administrador da Square Asset Management.
Licenciado em Contabilidade e Economia, Pedro Coelho reúne uma vasta experiência em Fundos de Investimento Imobiliário, sendo um dos maiores especialistas neste sector.
A Square Asset Management é especialista na gestão de Fundos de Investimento Imobiliário, tendo cerca de 1.400 milhões de euros de activos sob gestão. Entre os quais se destaca, naturalmente, o maior fundo imobiliário aberto português e com a melhor rentabilidade líquida do mercado: CA Património Crescente. Com cerca de 800 milhões de euros sob gestão, este fundo, a cargo de Pedro Coelho, representa mais de 50% do portfólio da Square.
A Square é também a maior sociedade gestora independente de Fundos de Investimento Imobiliário Aberto em Portugal, com 11% de quota de mercado. É ainda a única sociedade gestora a ser subcontratada por grandes grupos económicos nacionais (Caixa Central de Crédito Agrícola, Grupo Montepio, Grupo Banif) para gerir os seus fundos imobiliários, sendo também a única que gere fundos abertos.
Nesta fase de pandemia que atravessamos, rodeada de incerteza em praticamente todos os sectores socioeconómicos, o sector imobiliário é um dos que suscita maiores dúvidas, por parte da sociedade em geral e da nossa comunidade em particular.
Estamos perante grandes revoluções ao nível do imobiliário, quer seja na oferta turística, comercial ou habitacional. Durante o período de confinamento obrigatório, os portugueses foram forçados a passar mais tempo nas suas casas, onde - para melhor ou pior - foi colocado em evidência alguns aspectos das habitações, nomeadamente os espaços interiores e exteriores ou ainda as localizações. Estas constatações levaram a novas tendências de mercado que poderão alterar, nos próximos tempos, o mercado de compra e arrendamento de imóveis.
Do ponto de vista dos investimentos, outras questões se levantam, tais como:
Ninguém melhor para responder a estas, e outras questões, senão o nosso convidado Pedro Coelho. Será uma oportunidade única para poderem colocar as vossas dúvidas acerca deste sector e, mais especificamente, de investimentos em Fundos de Imobiliário.
A estrutura deste AMA será semelhante à anterior, sendo a seguinte:
Por fim, gostaria de agradecer ao Pedro Coelho pela sua simpatia, disponibilidade e prontidão com que aceitou o nosso convite para este AMA. Através de todo o conhecimento e experiência que adquiriu ao longo da sua vasta carreira, o Pedro está sempre disposto a ajudar em prol da literacia financeira. Da minha parte, só posso ficar grato pela honra que nos concedeu.
Data do AMA: Sábado, 26 de Setembro às 15h00
Local: /literaciafinanceira
NOTA: Este post é apenas o anúncio, por favor coloquem as questões na thread do AMA de acordo com as regras acima descritas.
Contamos convosco!
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2020.09.15 06:37 Hike16 A destruição do tecido industrial brasileiro

Olá, camaradas, quero contribuir para esse sub com um texto que eu e uns camaradas escrevemos, pois acreditamos que os comunistas precisam ter mais acúmulo sobre o desenvolvimento das forças produtivas mas sem que isso se confunda com um desenvolvimentismo cretino. Estamo abertos ao debate, com críticas e apontamentos. Abraços!
Parte I – a importância da indústria
Modos de produção (e reprodução) da vida social são uma unidade de dois aspectos: relações de produção e forças produtivas. A esquerda brasileira em geral costuma com toda a justeza denunciar e almejar uma mudança quase que exclusivamente no primeiro. Cabe perceber que da mesma forma que as relações sociais capitalistas jamais teriam se generalizado se não houvesse o advento histórico da grande indústria de transformação, não pode haver relações de produção plenamente socialistas sem uma correspondente base material muito avançada.
Nesse sentido, quando olhamos o Brasil, vemos vários problemas na produção econômica em solo nacional. No que se relaciona mais diretamente com as relações de produção, vemos uma péssima distribuição da renda nacional, com um índice GINI – que busca esboçar a desigualdade em uma escala de 0 a 1, sendo 1 o mais desigual – de aproximadamente 0,53. Cabe ressaltar que, em países vizinhos, apesar da pobreza, o índice é menor, como é o caso da Colômbia (0,50), Uruguai (0,39), Bolívia (0,42) e Cuba (0,38). No tocante às forças produtivas, estas não são nem um pouco abundantes em termos relativos à população. Hoje, nosso PIB per capita fica na faixa dos 9 mil dólares anuais por pessoa, tendo tido o pico de 13 mil, em 2011. Não é um valor pequeno, de forma alguma, como se verifica em outros países muito mais assolados pelo rapinagem imperialista. Mas está muito longe de estar perto dos países de capitalismo autônomo e avançado, que figuram cifras acima dos 30 mil dólares anuais por pessoa.
É verdade que a produtividade nacional não se impõe como uma barreira imediata e intransponível para o início de uma nova ordem social, como, por exemplo, atesta a valente e forte experiência cubana, ou mesmo a revolução bolchevique partindo da Rússia semi-feudal. Talvez justamente por isso que a esquerda costume focar suas preocupações estratégicas (isto é, quando tem alguma) nos aspectos relativos às relações de produção, além de uma compreensível precaução de não voltar a incidir nas concepções etapistas da revolução brasileira. Trata-se de uma ressalva plenamente justificada: defender a ampliação das condições industriais e produtivas para poder socializá-las com qualidade à maioria da população. Não pode se confundir com ilusões no desenvolvimento da ordem capitalista ou ainda com pretensões nacionais da burguesia nativa, que hoje no Brasil é associada e profundamente dependente do imperialismo.
Ainda que o atraso nas bases econômicas não seja essa barreira intransponível para o início do processo socialista, certamente o é para o seu pleno desenvolvimento. Não pode haver florescimento das capacidades humanas para o/a trabalhadoa, seu ativo envolvimento na vida política e nos rumos do país, sem que haja uma base material arrojada que os libere do trabalho extenuante. Para um país se desenvolver plenamente rumo ao socialismo é condição necessária (mas não suficiente) que ele atinja grau de sofisticação bastante elevado em suas forças produtivas, como se verifica na história da União Soviética e também na China, onde o povo e a força dirigente tiveram que empenhar esforços colossais para superar o atraso tecnológico dessas sociedades. O avanço da revolução socialista nesses países fica tanto mais penoso e dificultado conforme menos desenvolvidas são essas forças produtivas e as relações de produção fruto de sua história.
Nesse sentido, cabe então colocar na ordem do dia o debate sobre os rumos que um país deve adotar para o desenvolvimento de suas capacidades produtivas e da geração de renda, serviços e produtos. A experiência histórica indica que uma indústria manufatureira desenvolvida é condição imprescindível para a geração de riqueza. Ainda que o estágio atual de desenvolvimento do capitalismo possa fazer parecer que o grosso da riqueza está se deslocando cada vez mais para o setor de serviços, sua base material ainda reside na manufatura, pois é na manufatura em que a maior parte do valor é agregada às mercadorias.
Além disso, os serviços sofisticados estão umbilicalmente conectados à indústria. Por exemplo, todos os serviços de informática estão assentados sobre o fato de existir um objeto físico, a saber um computador ou qualquer outro dispositivo, que possibilita a existência desse serviços. Além do mais, o domínio sobre tais serviços sofisticados necessita de um grande desenvolvimento e aprendizado tecnológico, e os países que têm tais domínios são justamente os que têm sua forças produtivas em um grau de maturidade mais avançado. A importância da indústria reside no fato de ser por meio dela que o trabalho humano pode desabrochar muitas de suas potencialidades, como a soma coordenada do trabalho de muitos operários, que é mais produtivo do que a soma simples das partes. Na produção manufatureira, diferentemente dos serviços, a finalidade é um produto, não uma atividade, e portanto a possibilidade de ampliar a produtividade possui menos restrições. Na indústria, temos por excelência a possibilidade de economia de escala e de escopo, que otimizam o potencial produtivo. Assim, sem uma indústria manufatureira desenvolvida, o caminho para a riqueza é impossível.
Entretanto, é comum nos depararmos com objeções postas pelos economistas ortodoxos (neoclássicos, e maiores apologistas da ordem). Para se contrapor à ideia de que uma base manufatureira fecunda é necessária para poder ter desenvolvimento econômico, eles remetem a uma noção desenvolvida por David Ricardo – as chamadas vantagens comparativas. Isto é, um país deveria se concentrar e se especializar em produzir o que ele sabe fazer melhor e com mais produtividade. Por exemplo: se um país tem vastas extensões de terras agricultáveis e recursos minerais abundantes, ele deveria se concentrar nesses setores. Sendo assim, seria capaz de aprimorar cada vez mais tais setores, e isso possibilitaria conseguir trocar suas mercadorias no mercado mundial com tamanha produtividade e eficiência com relação aos demais competidores, que de tal sorte ele conseguiria gerar excedentes e assim adquirir os demais bens que não é capaz de produzir, e se desenvolver – dizem tais mistificadores. Na prática, a vantagem comparativa dos países de capitalismo dependente é produzir bens primários enquanto que as vantagens dos países centrais são a produção de bens industriais de alta tecnologia. Para os defensores dessa visão, o Brasil deveria se focar em aumentar sua produtividade agropecuária e no setor de mineração, e assim as ditas “forças de mercado” conduziriam o país rumo a um crescimento econômico sustentado.
Essa visão é ingênua. De fato, nenhum país (exceto a Inglaterra, de onde tal ideia partiu) se desenvolveu apenas apostando nas suas vantagens comparativas, pois, inicialmente, ninguém dispõe como vantagem de ter forças produtivas avançadas: essas forças tiveram de ser desenvolvidas. Também podemos olhar para os países ricos e constataremos que são – adivinhe, sim! – os países mais industrializados. Se hoje alguns países com altos índices de riqueza per capita não possuem grande participação relativa da indústria, costuma ser porque nestes já houve um pico de industrialização, e agora eles têm grande participação de serviços industriais sofisticados, como a Austrália.
Por outro lado, não podemos cair em uma espécie de “industrialismo ingênuo”, como se tudo se resumisse a um desenvolvimento mais ou menos intrínseco das forças produtivas, ignorando as relações de produção, de propriedade e de trabalho que condicionam, ou em última instância determinam, a alocação do excedente econômico da sociedade. Não menos importante, há que se lembrar da geopolítica do imperialismo, que alavanca os países de capitalismo avançado através da rapina e exploração do restante do mundo, relegando a ele o atraso econômico e a miséria de sua população. Isto é, como via de regra, há sim grande correlação entre países ricos e desenvolvidos com o desenvolvimento de sua indústria, mas rejeitamos um argumento que tome a existência da indústria como explicação simples da riqueza destas nações, algo que simplifique essa questão numa resposta de causalidade unidirecional. Em linhas gerais, simplificadamente, podemos ver que o desenvolvimento industrial de países europeus e dos EUA ao longo do século XIX permitiu que estes gestassem em seu solo grandes monopólios e associações capitalistas que viriam a usar seus respectivos Estados nacionais para seus desígnios comerciais. Com a crescente exportação de capital e a consequente partilha do mundo entre as nações, criou-se uma ordem mundial muito hábil em sufocar os esforços de desenvolvimento autônomo dos demais países. Essa é a situação colocada no cenário internacional a partir do final do século XIX, mas que, mudando o que tem que ser mudado, vigora até os dias atuais com novas determinações. Portanto, ainda que ela tenha cumprido papel indispensável, não é pura e simplesmente pela industrialização que os países capitalistas ficaram ricos, e, nesse sentido, não será pela simples (que de simples não tem nada, na verdade) industrialização que o Brasil superará sua condição de penúria econômica e social – é preciso confrontar a dominação imperialista e seus agentes internos.
Parte II – a tragédia brasileira
Uma coisa importante nem sempre percebida sobre a industrialização de um país é que não basta termos uma boa participação quantitativa industrial na economia nacional para podermos usufruir de todo o potencial qualitativo da indústria. Há uma significativa diferença entre ter indústria e ter um complexo industrial. Isto é, o importante não é apenas ter várias indústrias, mas tê-las em setores que estejam ligados entre si, fornecendo e absorvendo a produção umas das outras. A importância de ter toda a cadeia produtiva em solo nacional é evidente: cada parcela de excedente fica aqui, movimentando a nossa economia. Mais que isso, num momento de instabilidade, de alta demanda por algum produto – como são os ventiladores pulmonares durante a pandemia atual -, vemos que não basta ter dinheiro para querer comprar – quem produz é quem tem vantagem. Se hoje parece “comum” a situação de atraso industrial do Brasil em relação ao mundo, cabe dizer que nem sempre foi assim. A situação atual é produto direto do processo de aprofundamento da dependência e associação das classes dirigentes nacionais ao imperialismo.
Enquanto é verdade que no ano de 1930 o Brasil não viveu uma revolução, o deslocamento das frações de classe no poder alçou a industrialização no país, até então dominado pelas elites rurais. O governo de Getúlio criou importantes bases para que o capitalismo pudesse se desenvolver com força nas cidades, promovendo a industrialização do país. Ao longo das décadas de 1950 até 1970, o Brasil passou por um intenso processo de industrialização, passando de um país essencialmente agrário para uma economia com forças produtivas bastante desenvolvidas, no final da década de 70. O Brasil foi um dos países que mais rápido se industrializou no mundo, tendo atingido taxas volumosas de crescimento. Esse projeto desenvolvimentista teve sua origem nos governos Getúlio Vargas e JK, com a criação de empresas como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN, financiada pelos EUA em troca da participação do Brasil na II Guerra Mundial) e a Petrobras, que tiveram seu caráter estatal garantido por intensa campanha popular.
Mesmo durante o regime civil-militar, esse projeto desenvolvimentista não foi abandonado – estando presente através do I PND e II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento). Apesar de estar umbilicalmente ligado ao capital internacional, esse projeto não era tão subserviente ao modo que vemos no governo atual. De fato, durante a ditadura civil-militar, o imperialismo ampliou sua dominação sobre o Brasil, mas isso não impediu tais projetos de terem pontualmente desacordos com os interesses imperialistas, como o programa nuclear brasileiro, por exemplo. O combustível para esse desenvolvimento era crédito internacional barato e de longo prazo, e grandes obras de infraestrutura. No ano de 1979, em virtude das crises do petróleo, houve um choque internacional nas taxas de juros, elevando substancialmente o preço do crédito, o que foi um golpe fatal nesse modelo desenvolvimentista. Como consequência disso, ao longo da década de 1980, a economia brasileira sofreu com crise na balança de pagamentos e calote na dívida externa, que havia aumentado massivamente no período anterior e hiperinflação. A estagnação da década de 80 marca o fim do modelo nacional desenvolvimentista.
Ao início da década de 80, a indústria representava algo em torno de 40% da produção nacional, enquanto que, ao longo dos anos 2000, foi para a casa dos 23%, e hoje, com a crise continuada, estamos estacionados nos 18%. Em muitos países, é comum ver uma diminuição relativa da participação industrial em favor do setor de serviços; trata-se de uma tendência geral. Entretanto, os países de capitalismo desenvolvido o fazem após terem obtido um grau de sofisticação industrial que permitiu o desenvolvimento de serviços de alto valor agregado (o chamado de arco da industrialização) – caminho esse que o Brasil definitivamente não seguiu, pois nossa economia apenas diminuiu sua complexidade. Vejamos o que aconteceu que nos conduziu nesse descaminho:
Ao longo de década de 1990, a economia brasileira passa por uma série de transformações importantes com a adoção das políticas econômicas do “Consenso de Washington”. Ou seja, houve uma brusca abertura comercial, uma série de privatizações, além de medidas para a estabilização monetária (Plano Real) – como uma sobrevalorização cambial e altíssima taxa de juros, tendo a SELIC chegado a 40% ao ano. As medidas do Consenso são excessivamente rigorosas, e verdadeiramente implacáveis contra a indústria. A manufatura brasileira, que se desenvolveu com um amplo protecionismo, era posta desnuda para disputar no mercado mundial. Medidas como sobrevalorização cambial e alta taxa de juros, que eram para ser passageiras para a estabilização monetária, se tornaram o padrão, mas são péssimas para a indústria, e contribuíram significativamente para a manufatura brasileira estar nesse atoleiro.
De toda forma, durante os anos 2000, o Brasil pôde finalmente desenvolver sua economia, com uma moeda estável e inflação controlada. Nesse período, o mundo viu a ascensão de um novo gigante econômico: a China, com sua produção manufatureira abundante e barata, e sua colossal demanda por gêneros agropecuários e minerais, que contribuiu para a alta do preço das commodities, experienciada no período. Assim, conjunturalmente, foi vantajoso para o Brasil aumentar sua produção agropecuária e extrativista para a exportação, enquanto que o câmbio, muito valorizado no período, tornava a importação de manufaturas muito mais em conta do que o estímulo à produção interna. O interesse governamental imediato de segurar a inflação se contrapôs no médio prazo à vitalidade de nossa indústria. Assim, com uma melhoria conjuntural, o Brasil acabou por diminuir a complexidade de sua economia, e aprofundou sua dependência econômica de forma estrutural.
Em 2011, era claro para o governo e para os industriais que o cenário macroeconômico precisava mudar para dar chance à nossa indústria. Foi então que este começou a abandonar a gestão super-ortodoxa da economia e passou a adotar a chamada “Nova Matriz Econômica”, vulgo “Agenda FIESP” – grande proponente e articuladora da mudança. Tratava-se de uma diminuição dos investimentos públicos e ampliação das desonerações fiscais, além de uma baixa nos juros e alguma desvalorização cambial, visando a dar mais espaço e competitividade ao nosso setor industrial. Ocorre que não bastavam condições macroeconômicas para que nossa tecnologicamente atrasada indústria nacional pudesse alcançar o desempenho de suas congêneres mundiais. Mais ainda: nesse período, o mundo começou a testemunhar a diminuição do preço das commodities, que, junto da mudança que a economia brasileira vinha operando, diminuiu radicalmente nossa balança comercial e a arrecadação do governo. As desonerações, ao invés de induzirem os investimentos industriais, serviram apenas para os empresários aumentarem suas margens de lucro.
Em 2015, o segundo mandato de Dilma inicia com um verdadeiro estelionato eleitoral, praticando uma agenda econômica exatamente ao contrário do que dizia nas eleições de 2014. A forma de buscar ajustar a situação fiscal do Brasil foi pela agenda ultra reacionária e anti-povo comandada pelo banqueiro Joaquim Levy, que promoveu inúmeros cortes no orçamento na área de bem-estar social e subiu a taxa SELIC para 14,25% ao ano. Desde então, com o decorrer do golpe de 2016, o debate econômico no Brasil parece ter se reduzido somente ao controle fiscal, com a visão ortodoxa hegemônica condenando por princípio os gastos públicos. O câmbio de fato começou a tornar-se mais favorável à indústria, mas faltava o ambiente político e a coordenação institucional para incentivar os industriais a retomar os investimentos. A verdade é que esse setor, como o restante da burguesia, tem muito pouco compromisso com o país para além de sua rentabilidade pessoal. É preferível para estes girar seu capital para a especulação do que tomar os riscos do investimento produtivo, que poderia induzir um crescimento geral.
Para coroar esse processo, tivemos ainda a contribuição da Lava-Jato, operação articulada a partir dos EUA com o intuito de promover um completo massacre no cenário político e econômico brasileiro, nos tornando presas fáceis para o recrudescimento da dominação imperialista. Os efeitos sobre a política todos já conhecem, mas é importante ressaltar que a vilania lava-jatista também recaiu sobre setores-chave de nossa economia. Dentre as várias “inovações jurídicas” da Lava-Jato, a que mais tocou a indústria foi a pena imposta às empresas cujos dirigentes se envolveram em escândalos de corrupção, de impedi-las de participar de licitações por alguns anos. Trata-se de um tremendo absurdo, uma vez que quem fez o ilícito foram pessoas físicas, ainda que dirigentes das empresas. Impedir as empresas de acessarem projetos públicos, na verdade, é impedir o governo de executar suas obras com o melhor da engenharia nacional – que, importante dizer, infelizmente está concentrada em poucos monopólios, tão suscetíveis a esses escândalos. A promiscuidade entre poder público e poder econômico privado é algo imanente no capitalismo; portanto, não se trata aqui de uma defesa moralista de separar o joio do trigo para defender os “empresários honestos”. Trata-se tão somente de denunciar uma medida da justiça destinada a essa finalidade, que não contribui em nada para o combate à corrupção, e somente cria auto-entraves ao desenvolvimento de nossas forças produtivas.
Com isso, vimos pararem as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ) e da Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco, que acrescentariam enormemente nossa capacidade de refino; podemos citar ainda a Linha 6 do metrô de São Paulo, a Usina Angra 3 da Estação Nuclear Almirante Álvaro Alberto, e outros 90 bilhões de reais em obras paradas que de alguma forma foram afetadas pela Lava-Jato. Mais ainda, a longa saga do submarino nuclear brasileiro (tecnologia que fornece um salto de qualidade operacional à embarcação, essencial para uma marinha contemporânea) também foi interrompida. Nesse caso, não apenas pelo fato de somente a Odebrecht ter capacidade de engenharia para tal empreendimento, como pela vagamente motivada prisão do Almirante Othon, engenheiro-militar brasileiro articulador da tecnologia nuclear no país. Soma-se a isso também a série de operações como a “Carne Fraca” de 2017, que visaram a alcançar frigoríficos do país, afetando duramente sua capacidade de exportação e competição com os monopólios norte-americanos. Ainda que saibamos bem o que significam essas empresas no Brasil, desde a exploração e falta de qualidade de trabalho de seus funcionários até a compra de políticos, não devemos ter dúvidas de que, ainda que não seja essa sua razão de ser, sua participação no mercado mundial é antagônica aos interesses estadunidenses, principalmente neste período de crise mundial continuada. Evidência disso é que, mesmo com a divisão internacional do trabalho empurrando o Brasil para a produção de commodities, os EUA se beneficiaram em 2019 com a política externa imbecil de Bolsonaro, e ampliaram sua exportação de soja para a China no vácuo por nós deixado.
Ao fim e ao cabo, temos o cenário atual, em que a participação da indústria é diminuta (e cada vez menos complexa), os serviços são cada vez menos sofisticados e o setor primário é o salvador da balança comercial. Entretanto, seja no setor da indústria, seja nos serviços, na agropecuária, no mundo financeiro, é imprescindível não perder de vista o caráter dependente e simultaneamente associado de nossa burguesia nativa em relação ao imperialismo. Ela se desenvolveu como “sócia-menor” dos empreendimentos do capitalismo central em nosso país, e desde o golpe de 64 o imperialismo é o setor hegemônico do bloco de forças dominantes no Brasil. Sendo dependente, nossa burguesia articula internamente sua dominação de modo a sufocar as classes subalternas, tanto econômica quanto politicamente, em patamares muito mais intensos do que é necessário no “centro”. Sendo associada, a burguesia nativa brasileira está confortável com essa situação de subordinação, e não possui qualquer projeto como classe para alçar o Brasil a uma condição de capitalismo autônomo, tecnologicamente avançado. Assim, o desenvolvimento tecnológico e em escala de nossa indústria deve ser visto como mais um dos momentos internos ao processo de revolução socialista no Brasil. Trata-se de mais uma das “tarefas nacional-populares”, junto às reformas agrária, urbana, educacional, tributária etc. que a burguesia nativa, diferentemente de suas congêneres europeias, não precisou realizar para instalar sua dominação. Ao contrário de interditá-las por definitivo, a burguesia na verdade joga tais tarefas para as classes subalternas, que deverão cumprí-las no percurso do processo radical de transformação social – como momento interno, e, portanto, não como etapas precedentes – que irá destruir a dominação burguesa (interna e externa) em nossas terras e construir um Brasil livre, soberano, popular e socialista!
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2020.09.10 13:57 gustavorochacom Head de Compliance e DPO: Pode ser um só?

Divido o artigo do advogado Luis Fernando Prado Chaves do escritório Daniel Law sobre este tema tão relevante: Pode o DPO ser o mesmo de compliance?
O comparativo traçado pelo autor é completo e bem instigante e teço alguns comentários após:
Bélgica: Empresa é multada por ter nomeado head de compliance, auditoria e riscos como DPO.
Por: Luis Fernando Prado Chaves*
Na última semana, mais precisamente no dia 28/04/2020, em decisão que chocou parte dos especialistas europeus em proteção de dados, a Autoridade Belga (íntegra da decisão em holandês) multou uma operadora de telefonia em 50 mil euros em razão de inadequada nomeação de DPO (em português, encarregado de proteção de dados).
Após um incidente de segurança, a Autoridade daquele país realizou investigação sobre as práticas da empresa em matéria de proteção de dados e concluiu pela impossibilidade de cumulação das funções de DPO e head de compliance, pois as rotinas de compliance demandam tratamento constante e relevante de dados pessoais, o que inviabilizaria a supervisão independente de tais atividades por parte do DPO por se tratar da mesma pessoa. Ainda, tal cumulação de cargos, segundo a Autoridade Belga, revela um “significante grau de negligência” por parte da empresa investigada, o que culminou na aplicação da multa de 50 mil euros, que, à primeira vista, pode não parecer grande coisa, mas é a maior sanção administrativa imposta até agora pela Autoridade Belga, segundo os colegas europeus do escritório Fieldfisher.
O espanto dos profissionais de privacidade europeus se justifica em razão de a decisão ser considerada excessivamente rigorosa, já que: (i) o GDPR permite a cumulação do cargo de DPO com outras funções, desde que não haja conflito de interesses; (ii) as guidelines do WP29 (atual European Data Protection Board – EDPB) sobre DPO não chegam a esse nível de rigor, mencionando (tudo bem que a título de exemplo) posições de conflito com o DPO que passam longe daquilo que faz a pessoa em posição de head de compliance; e (iii) muitas empresas na Europa – tal como vem acontecendo no Brasil – nomearam seus heads de compliance como DPO, sendo que, apesar dos riscos jurídicos envolvidos, isso nunca tinha sido um problema efetivo à luz de proteção de dados até então.
Inclusive, segundo o último relatório de governança disponibilizado pela IAPP em conjunto com a EY, em 18% dos casos o DPO se reporta ao(à) head de compliance da organização. Não preciso nem mencionar que o precedente belga deixou o pessoal em terras de GDPR de cabelo em pé, colocando em xeque programas de governança em proteção de dados e fazendo uma dúvida inquietante atravessar o Atlântico:

Mas, afinal, aqui no Brasil DPO vai poder acumular o cargo de head de compliance?

Bem, se lá no primeiro mundo, onde o GDPR é realidade, há muitos colegas discordando e encarando com perplexidade a decisão da Autoridade Belga, aqui no Brasil precisamos lembrar que a LGPD é omissa em relação ao acúmulo de funções, não dispondo sequer (ao menos não de maneira expressa) sobre a necessidade de se evitar conflito de interesses. Portanto, podemos concluir que é totalmente viável que o DPO acumule função, mas alguns alertas devem ser feitos – e o precedente belga deveria fazer com que abríssemos ainda mais os olhos.
Considerando a influência do direito europeu de proteção de dados sobre o brasileiro, bem como as tendências interpretativas que são esperadas da doutrina, jurisprudência e autoridade nacional, devemos considerar a ação de evitar conflito de interesses nas atribuições do DPO, senão como obrigação implícita decorrente do artigo 41, §2o, III (que estabelece como função do DPO o dever de orientar os funcionários e os contratados da entidade a respeito das práticas a serem tomadas em relação à proteção de dados pessoais), ao menos como uma prática fortemente recomendável, para dar efetividade ao artigo 50 da LGPD (que aborda os elementos de um programa de governança adequado).
Abaixo, apresento breves dicas de como materializar tal prática:
✓ Dotar o DPO de independência para exercer suas funções;
✓ Prover os recursos necessários, conforme o tamanho da organização, para que as funções do DPO sejam realizadas a contento;
✓ Idealmente, não imergir o DPO em áreas/estruturas que ele deverá analisar criticamente, tais como:
📷 Compliance: o DPO deve analisar as operações de background-check que envolvem dados pessoais e são conduzidas por essa área;
📷 TI: o setor de TI é responsável, por exemplo, pela aquisição de tecnologia da empresa, o que, no melhor cenário, deveria contar com uma análise isenta por parte do DPO;
📷 Segurança da Informação: também no contexto ideal, o DPO deveria servir como uma segunda opinião em relação a assuntos que envolvam segurança da informação aplicada a dados pessoais;
📷 Outras áreas de conflito evidente: são exemplos de áreas que podem trazer notório conflito de interesses em relação às atividades de DPO: RH, marketing, inovação, digital, big data, comercial/vendas etc.
Além disso, é importante que o DPO tenha as seguintes garantias que prestigiam a independência a ser perseguida:
➢ Ter acesso às lideranças das áreas-chave da empresa;
➢ Ter recursos (humanos e materiais) para o desempenho de suas funções;
➢ Reportar-se ao mais alto nível gerencial da organização; e
➢ Ter autonomia para exercício de suas atividades sem que sua atuação sofra pressões por resultados financeiros ou metas comerciais.
É claro que aqui estamos falando do mundo ideal. Em algumas organizações, principalmente em razão do porte e orçamento, não será possível criar uma área autônoma para o DPO e seu time, que se reporte ao mais alto nível gerencial como mandam as melhores práticas. Na maioria desses casos, a solução será mesmo a de cumular funções, ocasião em que será de extrema importância a implementação de mecanismos por parte da companhia para lidar com os conflitos de interesses que surgirão no dia-a-dia.
Enfim, como (quase) tudo na jornada de governança em proteção de dados, também para a estruturação de um cargo efetivo de DPO não há fórmula única. No entanto, o precedente belga deixa claro algo que é aplicável aqui ou lá: se o seu DPO for apenas para inglês ver, a caneta da autoridade poderá agir. Todo cuidado é pouco nos programas de adequação à LGPD, especialmente no desenho da estrutura de governança, para que as medidas adotadas pelas organizações não sejam interpretadas como “significante grau de negligência“.
\ Luis Fernando Prado Chaves é sócio e head da área de Direito Digital e Proteção de Dados da Daniel Advogados. Profissional de privacidade (CIPP/E) certificado pela International Association of Privacy Professionals (IAPP). Advogado reconhecido como um dos mais admirados pelo anuário Análise 500 (2019). Premiado como Legal Influencer na categoria “Leading author for Technology, Media and Telecom (TMT) – Central and South America” pelo portal jurídico Lexology. Possui mestrado (LLM) em Derecho Digital y Sociedad de la Información pela Universitat de Barcelona. Especialista em Propriedade Intelectual e Novos Negócios pela FGV DIREITO SP. Graduado em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Co-autor dos livros “Comentários ao GDPR – Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia” e “LGPD Comentada” (Ed. Revista dos Tribunais). Professor e palestrante convidado em diversas instituições de ensino do país. Foi pesquisador externo do Grupo de Ensino e Pesquisa em Inovação (GEPI) da FGV Direito SP, onde participou das contribuições ao Anteprojeto de Lei sobre Proteção de Dados (Ministério da Justiça), que resultou na LGPD.*
Luis Fernando Prado Chaves CIPP/E Partner @ Daniel Law Head de Direito Digital, Privacidade e Proteção de Dados IT, Privacy & Data Protection
Interessante não?
Numa primeira análise, concordo com a Bélgica, devemos ter figuras diferentes entre head de compliance e DPO. Seus trabalhos são diversos e podem ser influenciados um pelo outro, além de poder gerar decisões antagônicas e quiçá contraditórias…
Mais um assunto para LGPD em 2021!
#FraternoAbraço #GustavoRocha (51) 98163.3333 [[email protected]](mailto:[email protected]) www.gustavorocha.com @ConsultorGustavoRocha Instagram Facebook LinkedIn
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2020.08.26 15:02 HanSolo100 A teia do Benfica

A TEIA DO BENFICA
Sobre a rede de interesses e de influências que gravita em torno do nosso Clube e estrangula o desenvolvimento do Sport Lisboa e Benfica
“O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam.” — Arnold Toynbee
A citação acima relembra que todos, enquanto Benfiquistas, temos as nossas responsabilidades e não devemos deixá-las para outros sob qualquer pretexto. Esta lembrança torna-se ainda mais importante quando em causa está o nosso maior amor, O Benfica!
As relações de Poder estão por toda a parte, inclusivamente na esfera da nossa vida privada. Neste caso em particular, a esfera do Sport Lisboa e Benfica. Esfera essa que tem vindo a ser corrompida, sobretudo de 94 em diante, até aos dias de hoje em que enfrentamos consequências de vária ordem que colocam em causa todo o potencial deste gigante clube.
PREÂMBULO
No sentido de verificar e validar o que doravante apresentaremos, contactámos um historiador, Benfiquista insuspeito, salvo-conduto da nossa história e dos nossos valores que, confrontado com os dados inicialmente lançados para cima da mesa, nos disse, ipsis verbis, o seguinte:
ü - “tudo começou com a primeira máfia do futebol português, pois eles funcionam como a máfia, adiantavam dinheiro para manter os clubes presos, e essas pessoas, de que falamos, foram agentes ao serviço dessa máfia do norte, dos direitos televisivos (…) foi aí que tudo começou”, disse, referindo-se à Controlinveste, grupo empresarial dos irmãos Oliveira (António e Joaquim), proprietários da Olivedesportos.
Quer isto dizer que, nas últimas décadas de vida do nosso Clube, o revisionismo histórico tem sido um instrumento useiro e vezeiro e que a narrativa que nos tem sido vendida, afinal, é um logro que nos impede de ter uma percepção da realidade que nos permita defender o Clube e traçar-lhe o destino que é seu e que Lhe tem sido negado.
Esta investigação teve como mote o almoço anual onde participam algumas figuras que iremos abordar mais adiante. Coube, este ano, a Francisco Cortez organizar o que decorreu no passado dia 18 de julho de 2020, em Coruche. Sabidos os nomes que nele estiveram presentes, tocaram os alarmes e, ao juntar as pontas de um intricado novelo, ficou patente um elitista almoço, contrário à génese do que é o Benfica, e cujos participantes têm para si a assunção de direitos-naturais sobre o Benfica e, claro está, o seu controlo.
Antes deste evento ter lugar, assistimos à criação de uma elevada expectativa, para um messias que estaria para chegar. Propositada e estrategicamente posta em prática, a preparação para a entrada em cena de João N. Lopes foi durante semanas acompanhada de soundbytes como “fortíssima base de apoio, num projeto imponente”, nos termos de Adão e Silva, e teve como palco, como seria de esperar e com bastante tempo de antena, a Sporttv+.
Foi desta forma que, naquele espaço televisivo, foi continuada e reiteradamente anunciada, permeio de forte suspense, com pompa e circunstância a chegada de um presumível predestinado a assumir os destinos e a presidência do Benfica. A Sporttv +, de Joaquim Oliveira, não olhou a meios e disponibilizou, semanalmente, amplo tempo de antena.
Tudo isto, estrategicamente preparado para parecer extraído de um conto de fadas. Toda esta mediatização não mais foi do que uma forma de mascarar um cheiro a bafio que conspurca o Benfica há cerca de 30 anos. Uma história falsa que nos querem impingir, uma versão repetidamente contada, empolada e amplamente romanceada para mascarar a podridão com que nos presenteiam há décadas.
A reboque do almoço elitista, lembremo-nos que o Benfica é, e sempre foi, um Clube de origens populares, que sempre rejeitou as elites e cuja transparência das suas práticas democráticas sempre prevaleceu mesmo em contexto de regime autoritário, de Salazar.
A ORIGEM
Importa, pois, contextualizar todo o processo que adiante exporemos.
Manuel Damásio, o 1.º ensaísta de um Benfica das elites, deixou o Sport Lisboa e Benfica de rastos por meio de uma gestão profunda e reconhecidamente danosa que deixou o Benfica profundamente vulnerável a um homem que se soube aproveitar dessa vulnerabilidade estrutural do Benfica para nele entrar.
João Vale e Azevedo foi o que foi, um engenhoso autocrata. Ainda assim, se mérito há que deve ser reconhecido a João Vale e Azevedo (JVA), foi a coragem deste para ter rompido com a máfia do norte que mantinha o Benfica refém devido aos direitos televisivos, via Olivedesportos. Recorde-se, nesta altura estava-se em pleno processo de revolução e expansão do mercado de transmissão audiovisual de jogos de futebol.
A reação da Olivedesportos ao rasgar do contrato, assinado por Damásio em março de 1996, levado a efeito por JVA, não se fez esperar. Porventura, já precavendo aquilo que anos mais tarde se veio a confirmar, quando o acórdão do Tribunal da Relação veio conferir razão às pretensões do Benfica ao declarar a nulidade do contrato com a Olivedesportos, esta, rapidamente gizou e colocou em prática um meticuloso plano para recuperar e conservar o monopólio dos direitos de transmissão televisiva do 1.º escalão do futebol profissional.
A Olivedesportos foi, nunca é demais recordar, comprovadamente, desde logo, no âmbito das escutas do processo "Apito Dourado”, a cabeça e principal braço de uma organização criminosa que dominou o futebol português durante décadas com recurso a esquemas de corrupção altamente elaborados e enraizados nas estruturas de poder do futebol português.
É então que a família Oliveira, com recurso ao auxílio de meia dúzia dos mais argutos agentes ao seu serviço, resolve lançar uma ofensiva muito bem planeada para recuperar a influência sobre o Benfica, Clube sem o qual perderia o monopólio dos direitos televisivos, bem como o exercício de domínio total do futebol nacional e das respectivas estruturas de decisão.
Os mais destacados agentes escolhidos pela família Oliveira para materializar o insidioso plano, meticulosamente desenhado, foram, por diversas e estruturais razões, três pessoas da máxima confiança de Joaquim Oliveira. Tendo sido eles, Luís Filipe Vieira, Luís Seara Cardoso e Tinoco de Faria.
O objectivo primordial passava, pois, por estes recuperarem os direitos de transmissão televisiva das partidas de futebol do Benfica para a Olivedesportos, com quem JVA havia rompido.
Recorde-se que Luís Filipe Vieira e Luís Seara Cardoso tinham histórico de grande proximidade ao poder corrupto do norte. Ainda recordar Tinoco de Faria, representante da RTP/Olivedesportos na disputa com o Benfica sobre direitos televisivos, cuja ética se comprovaria deficitária, mais tarde, no caso do conflito de interesses entre Benfica e TBZ, das quais era simultaneamente representante. Eram os homens indicados para interpretar e materializarem os interesses dos irmãos Oliveira no Benfica.
Acontece que cedo perceberam, juntamente com Vítor Santos e outros nomes que compunham o outro lobby interessado no Poder do Benfica, o lobby do betão, que Luís Filipe Vieira, por variadíssimas razões, não teria capacidade para destronar JVA em eleições, pelo que, em consonância com o lobby do betão, havia que encontrar uma solução de bypass. Isto é, encontrar alguém com mínimos de perfil que anuísse em vencer as eleições, frente a JVA, no ano 2000, para em seguida transmitir o poder ao seu principal homem de confiança, Luís Filipe Vieira.
A solução encontrada para dar início à operacionalização do plano passou, pois, por Manuel Vilarinho. Ele que já havia estado no Benfica como diretor financeiro da desastrosa direção presidida por Manuel Damásio e que se predispunha, de resto, como o próprio já assumiu publicamente, a assumir as expensas de derrotar JVA, para, uma vez conquistado o poder no Benfica, em seguida transmiti-lo a Luís Filipe Vieira.
E assim foi. Em, simultaneamente, boa hora por um lado, e má hora por outro lado, Manuel Vilarinho derrota JVA com recurso a um discurso profundamente populista, à geração de imensas e falsas expectativas junto dos associados, com recurso à promessa fácil de trazer Mário Jardel que ficou, no entanto, por cumprir integralmente.
Foi, ainda assim, e para o que para eles verdadeiramente importava, eficaz, e escancarou as portas a quem sempre obedeceu, tendo levado para dentro do Benfica, precisamente, quem estava previsto levar com ele. Recorde-se, Luís Seara Cardoso e Tinoco de Faria.
LFV, esse, entrou meses mais tarde, tendo aproveitado esse hiato para resolver algumas pendências e lançar as bases para outras dependências estruturais, após a sua entrada, como se verificou, nomeadamente, com o corredor de transferências entre o Alverca e o Benfica, e vice-versa. A fazer lembrar o protocolo de parceria que havia assinado com Damásio quando ainda era dirigente do Alverca, mas a um nível completamente diferente e lesivo para o Benfica.
Mas sobre LFV já muito foi dito e escrito, cabendo agora ao julgo popular e das autoridades avaliar tudo aquilo que foi feito. Ao dia de hoje, só se deixam enganar os atingidos por uma profunda cegueira, que confunde Vieirismo com Benfiquismo, pelo que, passemos, portanto, a elencar e desmistificar aquilo que aqui nos traz.
Em outubro de 2000, Manuel Vilarinho vence as eleições e herda um Benfica que tinha rasgado o contrato com a Olivedesportos e outro, financeiramente muito mais vantajoso, deixado acordado com a SIC, por JVA.
É então que Manuel Vilarinho, Luís Seara Cardoso, este umbilicalmente ligado ao poder corrupto, e Tinoco de Faria, resolvem, por assim dizer, devolver os direitos de transmissão televisiva dos jogos do Benfica à Olivedesportos, não obstante o acórdão do Tribunal da Relação, entretanto, ter vindo dar provimento às pretensões do Benfica na quebra unilateral de contrato com a Olivedesportos, levada a efeito por JVA.
O Benfica, recorde-se, vivia uma penúria financeira sem precedentes, JVA havia negociado um contrato financeiramente muito mais vantajoso com a SIC e, estes senhores, agentes ao serviço do poder-corrupto, resolvem devolver os direitos à Olivedesportos servindo-lhos numa autêntica salva de prata.
As questões que ficam por colocar, entre muitas outras, são:
  1. Uma vez que o Tribunal decidiu em favor das pretensões do Benfica, dando-nos razão no diferendo que nos opunha aos interesses dos Oliveira, por que razão a Direcção do Benfica não aproveitou o momento e o enquadramento legal favorável para negociar um novo contrato?
  2. Que razões presidiram à decisão de não promover novas negociações ou um concurso entre os demais agentes presentes no mercado televisivo e, considerando a dificílima conjuntura financeira do Benfica, à data, porque não consideraram entregar os direitos de transmissão televisiva à proposta financeiramente mais alta?
  3. Estando a Olivedesportos já amplamente identificada no seio do universo benfiquista como o “ grande inimigo”, que nos queria destruir, por que razão se privou o Benfica de outras valências financeiras para enfrentar o futuro, que tão doloroso foi, para se ir entregar assim, sem mais, os direitos de transmissão às mãos do inimigo, à Olivedesportos, sem apelo nem agravo?
  4. Quem foram as partes interessadas neste desfecho?
  5. Quem lucrou com tão danosa e dolosa decisão de gestão?
O Benfica, caras e caros benfiquistas, com terminante certeza, não foi!!
O Benfica foi perturbadora e vilmente prejudicado!!
Resultado?
O Benfica passou pelas maiores amarguras e dificuldades financeiras da sua história a expensas desta decisão, de entregar numa bandeja os direitos televisivos aos irmãos Oliveira. Assim, sem mais, depois do Tribunal ter decidido no sentido que permitia ao Benfica libertar-se do garrote financeiro com que se debatia aviltantemente. Resultado disto, o FC Porto, coincidentemente, conheceu a sua década de maiores conquistas desportivas, nomeadamente, no plano internacional, enquanto se passeava por entre óbvias e concedidas facilidades nas provas domésticas.
OS INTÉRPRETES
Mas… há mais. Muito mais.
Prova disso mesmo são os incontáveis registos fotográficos só possíveis de obter por via da enormíssima vaidade pessoal e tendência para a ostentação nas redes sociais de Luís Seara Cardoso.
Mas, é só isso? - Perguntar-se-ão.
Não, muito longe de ser apenas isso. Não obstante a comprovada intimidade com o poder corrupto em registo fotográfico, assim bem como artigos produzidos que consubstanciam tudo isto. Existem registos oficiais.
Por registos oficiais, entenda-se, registos, por ex., em Diário da República.
E o que nos provam esses registos? Comprovam que coincidentemente com, pelo menos, todo o 1.º mandato de Seara Cardoso como Vice-presidente do Benfica, este mesmo Luís Seara Cardoso partilhou responsabilidades societárias com Adelino Caldeira e Angelino Ferreira, já à data homens do topo da hierarquia do FC Porto, numa sociedade denominada “Clube Imobiliário o Beco, SA”.
https://benficalivre.blogspot.com/2020/08/A-Teia-do-Benfica-1.html
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2020.08.13 13:30 Tafinho O caso do lar de Regengos. Quando está tudo bem, o estado é mau. Quando está a arder, todos gritam por ajuda do estado. Quando o estado salvou os privados, veem depois pedir responsabilidades ao estado

É esta a história do 3.º sector em Portugal: 1. Monta-se uma fundação sem fontes próprias de financiamento 2. Monta-se uma campanha que vilaniza o estado, onde é descrito que o privado mais mais e mais barato 3. Quando as coisas correm mal devido ao desleixo da má gestão, falta de pessoal e mal pago (afinal tem de ser mais barato que o estado) e o lar fica infectado, grita-se por ajuda do estado 4. O estado vem com recursos próprios tapar o buraco deixado pelo privado 5. Depois da crise acabada monta-se uma nova campanha a vilanizar o estado, de forma a tapar as responsabilidades do privado.
Isto vem no seguimento desta notícia: https://expresso.pt/sociedade/2020-08-12-Ordem-dos-Advogados-esta-a-avaliar-se-houve-violacao-dos-direitos-humanos-no-lar-onde-morreram-18-pessoas.-E-deixa-um-aviso-ao-Estado/
Edit: faltava uma informação. O lar de Regengos é da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva.
Mas este facto é ignorado pela ordem dos advogados.
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2020.08.03 17:19 neropericias Profissões Diferentes

Profissões Diferentes


Confira uma das profissões diferentes e pouco difundidas no mercado de trabalho e que oferece uma carreira promissora.
Nos últimos tempos a sociedade tem passado muitas mudanças em todas as esferas possíveis: políticas, econômicas, comportamentais, etc. E o mercado de trabalho, consequentemente, torna-se obrigado a adaptar-se de alguma forma a estas mudanças.
Cada vez mais as pessoas têm procurado por profissões diferentes que se encaixem no novo modelo de padrão social que tem se apresentado. Essa busca geralmente está associada a atividades profissionais que ofereçam boa remuneração e horários flexíveis ou adaptáveis (como por exemplo o home office ou o freelance), que fazem com que se consiga ter tempo e dinheiro para desfrutar com a família, afinal, a vida não deve ser só pagar contas, não é mesmo?
Sendo assim, vamos falar das profissões em alta em 2020, seus mercados, qualificação e oportunidades.
Poderíamos falar de algumas atividades profissionais que se encaixam nestas características, que permanecem em alta e já são conhecidas pela maioria das pessoas como por exemplo, o Social Media (gestão de redes sociais), o Coaching (desenvolvimento pessoal), Influenciador Digital, Copywriter, redatores, assistentes virtuais, entre outras profissões que ganham bem, porém, exigem bastante tempo em formação (graduação e cursos) e, na maioria das vezes, altíssimo investimento.

https://preview.redd.it/fq517fxy0te51.png?width=660&format=png&auto=webp&s=b76659cfcb8f157f1f0e489791b55fbf761d44a2
Estou aqui para apresentar a vocês uma atividade profissional que está no hall das profissões que ganham bem e também são profissões diferentes, pois é um trabalho pouquíssimo difundido e que, além de exigir qualificação acessível e de baixo custo, tem um mercado promissor a ser explorado e remuneração satisfatória!

Você já ouviu falar em perito grafotécnico?

Você certamente já precisou algum dia na sua vida autenticar um documento em cartório ou registrar firma para validar sua assinatura, certo? Pois bem, assinatura e autenticidade de documentos é algo muito sério e o papel do perito grafotécnico é garantir que não houve falsificação na assinatura de um documento, ou mesmo qualquer adulteração com finalidade de falsificação.
Em suma, é o profissional que diz se um documento é autêntico ou falsificado. Um perito grafotécnico atua tanto na esfera judicial quanto em na esfera privada, e está apto a analisar todo e qualquer tipo de documentação, por meio de técnicas de análise e também fazendo uso de tecnologia, para identificar todo e qualquer indício de fraude.
Sendo assim o perito emite um laudo técnico pericial apontando o resultado de sua análise de um documento.
O trabalho de perito grafotécnico é um serviço de utilidade pública, pois é possível evitar que pessoas sejam enganadas e roubadas. Além disso, falsidade documental é crime passível com punição entre dois até seis anos de reclusão e multa.
Clique aqui para continuar lendo este arquivo.
#profissoes #profissaoemalta #profissaodiferente #profissoesemalta
#nero #neropericias #oportunidades #oportunidadedeemprego #oportunidadesdeemprego
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2020.07.31 04:10 Dannzsche Olhaí o tal do empreendedorismo

"Trabalhar, hoje, atrela-se menos com a necessidade econômica de produzir mercadorias do que com a necessidade política de produzir produtores e consumidores, de salvar por todos os meios a ordem do trabalho. Produzir-se a si próprio está em condições de se tornar a ocupação dominante de uma sociedade onde a produção perdeu o seu objeto: como um marceneiro que tivesse sido desapossado da sua oficina e que se pusesse, em desespero, a aplainar-se a si próprio. Daí o espetáculo de todos esses jovens que treinam o sorriso para a sua entrevista de emprego, que vão branquear os dentes por um adiantamento, que saem para a balada para estimular o espírito de equipe, que aprendem inglês para dar um empurrão a sua carreira, que se divorciam ou se casam para se destacarem, que fazem cursos de teatro para se tornarem líderes ou de “desenvolvimento pessoal” para uma melhor “gestão dos conflitos” – “O ‘desenvolvimento pessoal’ mais íntimo, defendem todos os gurus, levará a uma maior estabilidade emocional, a uma abertura relacional mais fácil, a uma acuidade intelectual mais bem dirigida e portanto a uma melhor performance econômica.” O rebuliço de todo este pequeno mundo que espera impacientemente ser selecionado, treinando ser natural, resulta de uma tentativa de salvamento da ordem do trabalho por uma retórica da mobilização. Estar mobilizado é relacionar-se com o trabalho não como atividade mas como possibilidade. Se o desempregado que tira os piercings, vai ao cabeleireiro e faz “planos” trabalha de fato para a “sua empregabilidade”, como se diz, é porque ele testemunha através disso a sua mobilização. A mobilização é este ligeiro descolamento de si, este mínimo arrancamento ao que nos constitui, esta condição de estranheza a partir da qual o Eu pode ser tomado como objeto de trabalho, a partir do qual se torna possível vendermo-nos a nós próprios e não a nossa força de trabalho, ser remunerado não pelo que fazemos mas pelo que somos, pelo nosso excelente domínio dos códigos sociais, pelos nossos talentos relacionais, pelo nosso sorriso ou pela nossa forma de nos apresentarmos. É a nova norma de socialização. A mobilização opera a fusão dos dois pólos contraditórios do trabalho: através dela, participamos na nossa exploração e exploramos qualquer participação. Idealmente, somos em relação a nós próprios como uma pequena empresa, o seu próprio patrão e o seu próprio produto."
A insurreição que vem - Comitê Invisivel
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2020.07.23 10:46 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt3

ESPANHOL
Para todos os idiomas, recebi boas recomendações do site http://uz-translations.net/.
Para dicionários de Espanhol-Espanhol, já recebi boas recomendações do Diccionario de la Lengua Española (Real Academía de La Lengua Española). O Diccionario Salamanca de la Lengua Española e o Señas: Diccionario para la Enseñanza de la Lengua Española para Brasileños também são recomendados. Na internet, consulte: http://buscon.rae.es/draeI/. Para Espanhol- Português, acho que qualquer um deve valer. Na internet, o Michaelis pode ajudar (http://michaelis.uol.com.b).
Um professor recomendou-me o livro Temas de Gramática del Español como Lengua Extranjera, de Dorotea Inés Lieberman (Ed. Eudeba), só não sei se está disponível para venda no Brasil. O último Guia de Estudos que trouxe indicação de Gramáticas recomendadas para o estudo de Espanhol foi o de 2007, que sugeria:
GONZÁLEZ HERMOSO, Alfredo. Conjugar es fácil en español de España y América. Madrid, Edelsa, 1997.
REAL ACADEMIA ESPAÑOLA. Esbozo de una nueva gramática de la lengua española. Madrid, Espasa- Calpe, 1996.
REAL ACADEMIA ESPAÑOLA. Ortografía de la lengua española. Edición revisada por las Academias de la Lengua. Madrid, Espasa-Calpe, 1996.
SECO, Manuel. Gramática esencial del español: introducción al estudio de la lengua. Madrid, Espasa- Calpe, 2001.
SILVA, Cecilia Fonseca da. Los falsos amigos en español y portugués: interferencias léxicas. Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 2003.
& SILVA, Luz María Pires da. Español a través de textos: estudio contrastivo para brasileños. Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 2001.
Confira, também, o site:
http://conjugador.reverso.net/conjugacion-espanol.html - para conjugação de verbos em Espanhol
Para a leitura de periódicos em Espanhol, são recomendados, por exemplo: El País (www.elpais.es), El Mundo (www.elmundo.es), La Nación (www.lanacion.com.ar) e Clarín (www.clarin.com).
FRANCÊS
Para todos os idiomas, recebi boas recomendações do site http://uz-translations.net/.
Para dicionários Francês-Francês, são recomendáveis: Le Petit Robert, Le Micro Robert e Le Petit Larousse. Na internet, consulte: . Para dicionários Francês-Português, acredito que sirvam os dicionários da Larousse, da Ática, da Michaelis e da Editora Globo. Na internet, o site da Michaelis também pode ser útil (htt)p://michaelis.uol.com.b).)
Todos os professores de Francês de que já ouvi recomendações sugerem a Grammaire Progressive du Français, disponível nos níveis Iniciante, Intermediário e Avançado. Todos os três estão disponíveis para download no “REL UnB”. A Nouvelle Grammaire Française, de Jenepin Delatour, é também recomendada.
Confira, também, os sites:
http://www.educaserve.com/index.php - 204 lições on-line gratuitas http://francoclic.mec.gov.b - disponibiliza o método “Reflets” on-line, além de vários
outros recursos relacionados à língua francesa.
http://www.leconjugueur.com/ - para conjugação de verbos em Francês
http://lepointdufle.net/ - diversos links de cursos gratuitos, de dicionários de diversos tipos e de gramáticas. Há, também, diversas referências de cultura francesa (arte, teatro, música, cinema, literatura etc.).
http://www.francaisfacile.com/ http://www.revistafrancesa.com http://linguafrancesa.wordpress.com/ http://cursodefrancesonline.blogspot.com/ http://cursofrancesgratis.blogspot.com/
Para a leitura de periódicos em Francês, são recomendados, por exemplo: Le Monde www.lemonde.fr, Libération www.liberation.fr, Le Figaro http://www.lefigaro.fr, L´Express www.lexpress.fr, Le Nouvel Observateur www.nouvelobs.com e Le Monde diplomatique www.monde-diplomatique.fr.
GEOGRAFIA
Alguns dizem que, para ir bem em Geografia, na primeira fase, basta saber três coisas: “a África est urbanizando, a indústria est desconcentrando e o Nordeste est ‘bombando’”. Obviamente, n~o é tão simples assim, mas, de todo modo, são três tópicos bastante recorrentes (além de Geografia física, ocasionalmente). Como Geografia é a matéria de menor peso na primeira fase, muitos não dão muito valor. Sugiro, entretanto, uma leitura, ainda que rápida, de alguns pontos principais (urbanização, desconcentração industrial, Geografia física). Como você verá a seguir, sugiro três livros (com a possível exclusão de um deles) como basilares para a prova de Geografia da primeira fase. É um pouco difícil dizer se determinada leitura é suficiente ou não, especialmente para uma prova como o CACD. De qualquer forma, acredito que, com essas obras, o candidato tem boas chances de ir bem na primeira fase. Para a terceira fase, não sei o que recomendar. A prova de 2011 foi meio louca, tive de juntar conhecimentos aleatórios com um toque de enrolação. Se fosse fazer o concurso novamente, não sei se perderia muito tempo estudando outra obra de Geografia, como alguma do Milton Santos, na esperança de acertar qual será a loucura da banca no próximo ano.
- Manual do Candidato: Geografia (Bertha Becker): o mais útil da obra é que ela segue a mesma divisão de conteúdos prevista no Guia de Estudos de Geografia. Isso ajuda tanto a controlar quais aspectos você já estudou e quais ainda faltam quanto a buscar esse Manual, diante da falta de determinados conteúdos em outras bibliografias, para complementar seus estudos. Uma raridade entre os manuais (possivelmente, pelo fato de o nível de cobrança de Geografia não ser tão elevado quanto o de outras disciplinas), o manual é, em geral, bastante completo. Não diria que ele é suficiente, mas é quase (a parte de “Macrodivis~o natural do espaço brasileiro”, especialmente, é muito fraca e incompleta). Eu arriscaria dizer que o Manual do Candidato: Geografia da Bertha Becker e os outros dois livros a seguir (com a possível exclusão do Oliva e Giansanti, não tão indispensável assim, embora importante em alguns aspectos) formam a trilogia sagrada para a primeira fase. Para a terceira, de uma maneira geral, uma coisa ou outra escapa ao conteúdo dessas obras, mas nada que você n~o possa completar com um “miltonsantês” aqui e uma “enrolaç~o” ali. O problema mais importante é que ficar apenas com o “mais geral” n~o é mais suficiente, e passa a ser fundamental, nos estudos para a terceira fase, consolidar e aprofundar conhecimentos. Aí, ler apenas essas obras não será, de maneira nenhuma, suficiente. Sugiro procurar artigos variados na Internet, dados disponíveis nos sites dos Ministérios (principalmente MMA e MAPA), do IBGE etc. Ler as melhores respostas dos Guias de Estudos dos últimos CACDs também pode ser (assim como para todas as demais matérias da terceira fase) importante fonte de tópicos a serem pesquisados (cuidado, apenas, para não tomar aquelas respostas como perfeitas; mesmo respostas com nota máxima possuem, às vezes, alguns erros; use-as como um panorama geral e como uma seleção de determinados tópicos e dados relevantes, aprofundando seus conhecimentos com leituras adicionais).
Obs.: cuidado, pois há outra edição mais antiga do manual, da Regina Célia Araújo (não cheguei a ter contato com esse mais antigo, mas já ouvi bons e maus comentários a respeito).
- Projeto de Ensino de Geografia - Geografia do Brasil (Demétrio Magnoli): é de Ensino Médio, mas cobre boa parte do que você precisa saber de Geografia do Brasil para o concurso. Bastante importante. Acho que não está mais sendo editado, mas pode ser encontrado em sebos. O Geografia para Ensino Médio, também do Magnoli, pode substituí-lo.
- Temas da Geografia do Brasil (Oliva e Giansanti): complementa o anterior. Recomendo leitura seletiva dessa obra (com maior atenção para a seção 5 – Os Sistemas Naturais e o Espaço Geográfico do Brasil; as outras seções também têm uma coisa ou outra mais importante, talvez valha a pena uma leitura rápida, fazendo anotações pontuais). Apenas cuidado (e isso vale tanto para o Oliva e Giansanti quanto para o Magnoli) com a atualidade dos dados fornecidos. Observem a data de publicação das obras (Oliva e Giansanti, por exemplo, é de 1999) e não levem em consideração dados que podem ter mudado de lá para cá. Quando as obras falarem, por exemplo, que “o maior produtor de soja do Brasil é o estado de xxx”, confira em outras fontes (preferencialmente, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ou no Ministério do Meio Ambiente, por exemplo), para saber se os dados continuam válidos.
- Projeto de Ensino de Geografia - Geografia Geral (Magnoli): além de ajudar um pouco em Geografia (principalmente para a terceira fase, eu diria, haja vista as questões recentes sobre minérios na África ou sobre migrações internacionais, por exemplo), pode ter alguma coisa boa para Política Internacional também, mas não é imprescindível.
- O Brasil: Território e Sociedade no Início do Século XXI (Milton Santos e Maria Laura Silveira): mais importante para a terceira fase que para a primeira. De todo modo, não estudei por ele tanto por preguiça quanto por falta de tempo, e acho que não perdi muita coisa. Acho que, além de chato, é pouco objetivo.
“Miltonsantês”: ainda que n~o tenha caído recentemente nas provas da primeira fase, a Geografia de Milton Santos é fundamental para a terceira fase. Conhecer os conceitos usados pelo autor é importante não apenas porque podem ser objeto de questões na terceira fase (como o foi em 2010, em que uma questão pedia para descrever a divisão do Brasil proposta por Milton Santos e por Maria Laura Silveira), mas também porque o uso de conceitos do “miltonsantês” em todas as questões de Geografia da terceira fase enriquece sua resposta e agrada à banca examinadora (desde que usado com prudência). Possibilidades são procurar na internet artigos que tratem do assunto, além, é claro, da leitura (não muito prazerosa, eu diria) de livros do autor. Na obra Território Brasileiro: usos e abusos (Maria Adelia Aparecida Souza) e no supracitado Temas da Geografia do Brasil (Oliva e Giansanti), segundo recomendações que recebi, há bons resumos dos conceitos do autor. Para a primeira fase, não é necessário preocupar-se muito com isso (o que caiu de Milton Santos na primeira fase de 2011, por exemplo, seria facilmente depreendido da interpretação do texto apresentado na questão). Caso pretenda fazer cursinho preparatório, é bem provável que o professor dê isso em sala. No “REL UnB”, h diversos resumos de vrios livros do autor.
- A Condição Pós-Moderna (David Harvey) – ler apenas capítulo 9 (“Do Fordismo { Acumulaç~o Flexível”).
As seguintes obras foram indicadas por diferentes fontes, mas não cheguei a lê-las. De qualquer forma, ficam as sugestões.
- A Nova Dinâmica da Agricultura Brasileira (José Graziano): ler o primeiro capítulo.
- A Ordem Ambiental Internacional (Wagner Costa Ribeiro): li só o resumo, que está disponível no “REL UnB”.

- Atlas da Mundialização

- Atlas de La Mondialisation (Sciences Po)
- Atlas do Brasil (Hervé Théry) – já me foi muito bem recomendado, com as ressalvas de que a parte de crescimento não é tão boa e de que há muitos dados desatualizados.

- Atlas Nacional do Brasil (IBGE)

- Brasil: uma Nova Potência Regional na Economia-mundo (Bertha Becker e Cláudio Egler)
- Continente em Chamas: Globalização e Território na América Latina (Maria Laura Silveira) – destaque para o capítulo 3.
- Contribuição para a Gestão da Zona Costeira do Brasil (Antonio Carlos Robert Moraes)
- Geografia Humana, Sociedade, Espaço e Ciência Social (Derek Gregory, Ron Martin e Graham Smith) - cap. 1, 2, 4 e 8.
- Geografia: Conceitos e Temas (capítulo de B. Becker: "Geopolítica na Virada do Milênio")
- Geografia: Pequena História Crítica (A.C. Robert Moraes): não li, mas me recomendaram como boa alternativa para o estudo de história do pensamento geográfico.

- L’Atlas du Monde Diplomatique

- Metamorfoses do Espaço Habitado (Milton Santos): segundo recomendações, pode ser boa introduç~o ao “miltonsantês”.
- Novas Geopolíticas (José William Vezentini): sobre a história do pensamento geopolítico.
- O Corpo da Pátria (Demétrio Magnoli): não passei nem perto, mas joguei o título do livro em uma questão louca da terceira fase, como se eu soubesse alguma coisa que o Magnoli fala nele. Até que deu mais ou menos certo.
- Por uma outra Globalização (Milton Santos): não li. Meu professor no cursinho repetiu tantas vezes os conceitos do “miltonsantês” que eu senti que, para entender um pouco o pensamento do autor, não tinha de ler as obras. Se você tiver acesso a bons resumos e/ou a relações de conceitos do “miltonsantês”, acredito que a obra pode ser dispensvel. H resumo no “REL UnB”.
Várias fontes na Internet pode, também, ser úteis, como as páginas do governo federal (Portal Brasil: PAC - http://www.brasil.gov.bpac; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - http://www.agricultura.gov.b; Ministério do Meio Ambiente - http://www.mma.gov.bsitio/; Ministério da Integração Nacional - http://www.integracao.gov.b etc.).
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2020.07.16 16:48 0TW9MJLXIQ Texto de Kampz no SerBenfiquista

Vou ser absolutamente sincero, estou completamente esgotado do Benfica...
Podem dizer que isto não é o Benfica, que é o SLV, mas a verdade é que o meu dinheiro vai para esta instituição e os atletas que a representam "jogam" em nome do Sport Lisboa e Benfica com o manto sagrado e o nosso emblema, o tal que não serve para chineses ao peito.
Se isto não é o Benfica é culpa nossa - dos sócios - que deixaram o clube ser tomado de assalto por um cavalo de troia, carregado até ao tecto de dragartos e mercenários, e que não era feito de madeira mas sim totalmente transparente.
Mais, é culpa nossa irmos para 17 anos disto e nunca termos feito nada relevante para mudar, encolhendo os ombros e deixando passar pelos pingos da chuva, como se nada fosse, uma notícia de (mais) um desfalque ao clube no valor de 2 milhões de €.
Ao contrário do que já fiz no passado, não tenho paciência para ir procurar e trabalhar dados, pelo que cito o excelente post acima, resumindo do seguida em que se tornou o nosso clube:
Certamente me esqueci de muito e em muitos pontos tanto mais poderia ser dito... Mas é o meu desabafo. E que se desengane quem ache que é pelo título do Porto, na verdade só agora fui à internet confirmá-lo!
O problema do Benfica não se resolve com JJ ou 100M€ em transferências, ou com a saída de algumas peças da estrutura. Tem que sair o Presidente e toda a corja responsável, ou que legitima, uma gestão absolutamente danosa e corrupta, com dano muito material no clube.
A única solução para isto é:
1.1) Garantir que as eleições não são marteladas (muito difícil); 1.2) Se tal não for possível, correr com o Vieira nem que seja ao pontapé; 2) Fazer uma auditoria forense fortíssima ao clube, custe o que custar; 3) Com base nas evidências, colocar em tribunal todos aqueles que tiverem lesado o clube; 4) Também com base em evidências, despedir com justa causa quem for necessário; 5) Negociar a saída de todos os restantes mercenários que nada acrescentem; 6) Encostar o "lixo" que não conseguirmos limpar nos dois pontos anteriores; 7) Contratar Benfiquistas competentes e sérios para os cargos relevantes; 8) Implementar mecanismos de controlo interno que impeçam a pilhagem do clube; 9) Garantir uma gestão financeira responsável e equilibrada do clube, por profissionais de topo; 10) Implementar uma gestão desportiva profissional e ambiciosa, em todas as modalidades; 11) Investir no fortalecimento dos laços perdidos entre Benfiquistas e Benfica; 12) Rever os estatutos (e.g. limitação de mandatos) de forma a restabelecer a democracia.
Reparem que o desporto - o core business e objetivo fundamental - só aparece no ponto 10! É que há tanto a fazer de limpeza antes para garantir que conseguimos repor o que nos foi roubado e ter um clube (e SAD) preparados para gerir o Benfica como deve ser...
Se não é em Outubro, para mim, acabou.
E mesmo para os vieiristas, acabará pouco depois.
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2020.06.29 17:12 DirectRuin A quem interessar possa

SOCIEDADE INTERNACIONAL PARA A CONSCIÊNCIA DE KRISHNA
CONSELHO GOVERNAMENTAL BRASILEIRO
Acharya-Fundador Sua Divina Graça A. C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada
NOTA OFICIAL SOBRE MANIFESTAÇÕES PESSOAIS COM TEMÁTICAS POLÍTICAS
A quem interessar possa,
A Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna - ISKCON - no Brasil, instituição filosófico-religiosa, através de seus órgãos de gestão institucional, comunica que escritos e manifestações de temáticas políticas realizadas publicamente por seus membros são de caráter pessoal e não representam, necessariamente, o posicionamento da Instituição.
Sendo assim, determina a seus membros que, por motivos diversos, tratem de tais temáticas que se reservem a fazê-lo de modo a sempre evidenciar expressamente que seus posicionamentos são pessoais e podem não representar a posição institucional.
A ISKCON no Brasil determina ainda a seus líderes religiosos e administrativos, órgãos institucionais e membros em geral, que evitem professar, por qualquer meio ou modalidade de comunicação, ideias de natureza político-partidária-ideológica, bem como ideias que se caracterizem por algum tipo de viés depreciativo aos diferentes grupos e segmentos populacionais da sociedade humana e que possam parecer sobrepostas em importância à inclusiva e transcendental mensagem apresentada por seu Mestre Fundador Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, e assim constranger os membros da ISKCON e o público em geral.
Pindamonhangaba, 29 de junho de 2020
Yajña Caitanya Dasa Presidente do Conselho Governamental Brasileiro da ISKCON
https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=3159316167498973&id=646921375405144
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2020.05.26 01:34 dei-uc Universidade de Coimbra abre novos cursos de Licenciatura e Mestrado em Engenharia e Ciência de Dados (Data Science), que contam com a colaboração de vários departamentos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC.

Universidade de Coimbra abre novos cursos de Licenciatura e Mestrado em Engenharia e Ciência de Dados (Data Science), que contam com a colaboração de vários departamentos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC.
Um Engenheiro em Ciência de Dados é um profissional na área da informática/computação com competências específicas para analisar, projetar e implementar serviços e soluções avançadas para a colheita, modelação, armazenamento, gestão e análise de dados (massivos) como recurso relevante para a tomada de decisões baseadas em dados. É uma necessidade crescente e transversal nas sociedades modernas, abrangendo setores tão diversos como o comércio eletrónico, a saúde, os transportes, a gestão energética e a indústria.
O Mestrado em Engenharia e Ciência de Dados tem a duração de dois anos, estando o plano curricular estruturado de forma a oferecer formação avançada na área de Ciência de Dados, em particular nos algoritmos e nas metodologias de aprendizagem computacional necessários à preparação, redução, análise, visualização e interpretação dos dados.
A Licenciatura em Engenharia e Ciência de Dados foi planeada de forma a conferir uma formação sólida nos princípios e nas metodologias da Engenharia e Ciência dos Dados, particularmente ao nível dos seus fundamentos matemáticos, estatística, algorítmicos e metodológicos, habilitando os seus formandos principalmente para o prosseguimento de estudos avançados, em particularmente ao nível do mestrado.
Antevê-se uma taxa de empregabilidade de 100% em funções de: Analista de Dados; Cientista de Dados; Engenheiro de Machine Learning; Cientista de Machine Learning; Engenheiro de Inteligência no Negócio; Arquiteto ou Engenheiro de Infraestruturas de Big Data, entre outras.
Para mais informações consultar:
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2020.05.18 16:43 neropericias Quais profissões estão em alta daqui a 5 anos?

Quais profissões estão em alta daqui a 5 anos?

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Se você está se preparando para o mercado de trabalho, com certeza precisa saber quais profissões estão em alta daqui a 5 anos. Digo isso, pois, com as altas e baixas nas mais diversas áreas, fica difícil escolher uma área para se especializar ou um curso superior, não é mesmo?
Então veja ao longo desse conteúdo quais são as melhores opções para você investir hoje e, certamente, ter mercado garantido daqui cinco anos, vamos lá!

Especialistas em Big Data


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Se especialistas em Big Data são profissionais essenciais nos dias de hoje, saiba que, em cinco anos, esses profissionais serão ainda mais necessários.
Digo isso, pois, é através do cientista de dados (Nome denominado para profissionais que trabalham com Big Data), que as empresas conseguem processar e, é claro, utilizar, o enorme volume de informações despejados todos os dias na internet.
Caso você não saiba, diariamente, são produzidos cerca de 2500 petabytes, isso é, nada menos, que 2,5 quintilhão de bytes por dia.
Se ainda não se impressionou, saiba que 1 quintilhão de dados é equivalente a: 220 bilhões de músicas ou 153 milhões de filmes.
Se você gostou da ideia de analisar grandes fluxos de dados e ajudar empresas a tirarem o melhor proveito das informações, veja abaixo quais são os pré-requisitos para que você consiga atuar na área:

Conhecimento em áreas exatas e tecnológicas

Aqui podemos citar estatísticas, computação e matemática.

Quanto ganha um especialista em big data?

O salário atual desse profissional possui uma grande variação, de: R$ 2 mil reais podendo chegar a R$ 30 mil reais.
O salário acima com certeza sofrerá alguns reajustes e, em cinco anos, será ainda mais atrativo. Se você estava em dúvida de quais as profissões em alta para 2020, esta é uma delas; tanto para 2020 como daqui há cinco anos.

Engenheiro com foco em Agronegócios

Com certeza os setores de agronegócios estarão em alta daqui cinco anos e, dentre as profissões dessa área, se destaca o engenheiro com foco em agronegócios.
Esse profissional é essencial, pois, é através dele que é possível obter os melhores resultados de produção. Para se ter uma ideia, o engenheiro de agronegócios é responsável por:
  • Gestão e análise do solo
  • Controle de pragas
  • Encontrar a melhor solução de adubagem e irrigação
  • Planejamento do plantio
  • Reprodução/alimentação/abate de animais
  • Encontrar soluções ambientais
O salário desse profissional pode variar de acordo com as atribuições e cargo que o mesmo desempenhar no setor agrícola, mas podemos dizer, com certeza, que a média salarial é de R$ 5 mil reais.
Esta é sem dúvida mais uma das profissões em alta 2020 e que continuará em alta para os próximos 5 anos.

Área de TI

Podemos afirmar que a área de TI e todas as suas subdivisões estarão em alta daqui cinco anos, pois, o mundo caminha, cada vez mais, para tecnologia da informação.
Abaixo segue algumas subdivisões da área de TI:

Infraestrutura

Aqui podemos citar analistas de suporte técnico e, é claro, os administradores de redes.

Software

Na área de software temos os programadores e desenvolvedores.

Banco de dados

Aqui estão os especialistas e administradores de banco de dados
Claro que a área de TI possui ainda mais subdivisões, mas, listamos aqui as que, certamente, serão muito buscadas daqui cinco anos.
Devido a falta de um teto salarial nas áreas de TI, não é possível estipular um valor salarial médio, podemos apenas dizer que esse profissional já está em falta no Brasil e, por esse motivo, os salários estão crescendo cada vez mais.

Gestor de Resíduos

Diferentemente da terceira revolução industrial, quando o foco era a evolução e não o meio ambiente, hoje o mundo olha, primeiro, para o meio ambiente e depois para a indústria, o que levou as empresas a adotarem medidas seguras de operação.
Por esse motivo o gestor de resíduos é o profissional ideal para atender tanto, a demanda pública, quanto privada, buscando soluções que não agridam o meio ambiente. Logo abaixo é possível observar um pouco do que esse profissional faz e o que ele representa para a sociedade em geral:
  • Criar estratégias seguras para destinação de rejeitos residenciais e industriais
  • Criar projetos que possibilitem a transformação do lixo em algo útil
  • Criar medias e planos de ação voltados a redução do descarte incorreto
  • Incentivar a utilização de materiais recicláveis
Se você quer ajudar o meio ambiente, então essa é a carreira ideal para você daqui cinco anos. Lembre-se que os cursos superiores desejados são: Ecologia, Ciência ambiental, geologia, engenharia civil, etc.

Profissionais da área da saúde


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A pandemia mostrou, sem dúvida, que a área da saúde é defasado e carece de profissionais em todos os setores, desde o técnico em enfermagem até os cirurgiões, clínicos, especialistas, etc.
Portanto, se você deseja uma vaga garantida no futuro, opte por se especializar em algum curso voltado a saúde, como por exemplo:
  • Enfermagem
  • Medicina
  • Técnico em enfermagem
Claro que a faixa salarial irá depender, exclusivamente, da sua formação e, também, a instituição que você irá trabalhar, portanto, escolha com sabedoria.

Desenvolvedor de Software

Investir em cursos superiores na área de desenvolvimento de software é, sem dúvida, uma maneira de garantir um emprego daqui a cinco anos.
Vale ressaltar que, apesar da grande procura por profissionais que possuem curso superior em alguma área da computação, alguns cursos técnicos também podem abrir as portas para entrar para o mundo do desenvolvimento de software e, com o tempo, continuar se qualificando para o mercado de trabalho.
Abaixo segue o salário de desenvolvedor de software:

Quanto ganha um desenvolvedor de software?

Um desenvolvedor de software ganha, em média, R$ 6 mil reais, podendo chegar a R$ 8 mil reais.
Ressalta-se que o salário estipulado acima é o atual, em cinco anos o mesmo estará reajustado e, sem dúvida, será ainda maior.

Empreendedor digital

O empreendedorismo digital nunca para. Pessoas em todo o mundo já ganham muito dinheiro hoje com esse tipo de atividade que consiste, nada menos, que abrir um negócio totalmente online.
Veja abaixo algumas maneiras de ganhar dinheiro na área do empreendedorismo digital:
  • Vender produtos digitais
  • Prestar serviços terceirizados
  • Trabalhar com criação e desenvolvimento
Essas são apenas algumas dicas, saiba que ainda há outros nichos de mercados que, sem dúvida serão muito lucrativos e, como o mundo caminha para uma era digital, sem dúvida em cinco anos isso irá dar muito dinheiro.

Perito de Assinatura

Outra que faz parte do time das profissões em alta não só para 2020 mas como para os próximos 5 ou 10 anos é de perito de assinatura ou perito grafotécnico. É este o profissional capaz de identificar se uma escrita foi feita por determinada pessoa ou não.
A perícia grafotécnica, que é o trabalho que este profissional executa para poder afirmar com certeza sobre a origem de uma escrita é feita baseada nos elementos genéticos e genéricos que uma pessoa deixa ao fazer a escrita.
A perícia grafotécnica não analisa a forma da escrita como pensam os falsificadores, ela analisa estes elementos que são únicos para cada indivíduo.
O perito grafotécnico é também conhecido como perito de assinatura por ser esta a principal aplicação da técnica: a de identificar se uma assinatura foi feita por uma determinada pessoa ou não.
A profissão está em alta devido a diversos fatores, sendo os principais:
📷excelentes ganhos
📷falta de profissionais
📷possibilidade de exercer a atividade nas horas vagas
📷possibilidade de ter outra atividade em paralelo
📷facilidade para se formar
📷rapidez para se formar
📷baixo investimento para se formar: curso muito barato
Vamos agora explicar melhor cada uma destas vantagens.

Excelentes Ganhos

Este sem dúvida é o principal atrativo desta profissão em alta e certamente o que mais causa curiosidade nas pessoas que ouvem dizer que esta profissão é uma das profissões em alta de 2020. Mas afinal, quanto ganha um perito grafotécnico ?
Antes de mais nada é preciso esclarecer que este profissional não ganha salário, ou seja, não trabalha de acordo com as convenções da CLT.
O perito grafotécnico é um profissional autônomo e seu ganho é por cada perícia grafotécnica que faz.
Apesar de não ter salário fixo, seus ganhos são bem atrativos! Em média em uma perícia em assinatura simples este profissional ganha R$ 2.500,00; se a assinatura for mais complexa este ganho pode chegar a R$ 7.500 por assinatura. Faça as contas e veja quanto dinheiro ganha o perito grafotécnico.
Se ele fizer 2 perícias por semana das mais simplesinhas ele ganha R$ 5.000,00 por semana ou R$ 20.000,00 por mês. E olha que esta é uma meta bem baixa de perícias por semana.
Se o perito dedicar mais tempo à profissão e dobrar esta quantidade semanal de perícias, seus ganhos chegam a R$ 40.000,00 por mês!
Sem dúvida os ganhos de um perito grafotécnico é de fazer inveja!
Continue lendo e veja as outras atratividades da profissão

Falta de profissionais

Você já tinha ouvido falar da profissão de perito grafotécnico ? Se sim, parabéns, você faz parte de um time seleto de pessoas. Saiba que a grande maioria nunca ouviu falar da profissão.
A verdade é que ela não é regulamentada como é a de advogado, engenheiro, médico, etc e, por isso, é muito pouco divulgada.
Para se ter idéia, não existe faculdade de perícia grafotécnica.
Por ser pouco divulgada, poucas pessoas conhecem e, portanto, poucos profissionais existem atuando.
E, por ter poucos profissionais atuando, ela é uma das profissões em alta do momento e, certamente, será daqui há cinco anos.
Retrato disso são os milhares de processos parados há anos na justiça por falta de peritos na área.

Possibilidade de exercer a atividade nas horas vagas

O profissional em grafoscopia, por ser autônomo, não precisa cumprir horário e nem mesmo trabalhar em um local fixo.
Esta profissão pode ser exercida a partir de sua casa mesmo, nas horas vagas, de acordo com sua disponibilidade.
Isto é bom para você ? Então continue lendo que ficará surpreso com os outros benefícios deste profissão em alta.

Possibilidade de ter outra atividade em paralelo

Este é mais um dos benefícios da profissão; como não precisa ir a um determinado local para trabalhar e por não ter que cumprir horário, a profissão pode ser exercida em paralelo com sua atividade atual.
Você tem um emprego de carteira assinada ? Ótimo, então pode continuar trabalhando em seu emprego e atuar como perito grafotécnico nas horas livres.
Hoje em dia muitos buscam uma fonte de renda extra para completar o orçamento doméstico; alguns dão aula de inglês, outros fazem pães e doces, outros costuram, enfim, são muitas as formas que as pessoas conseguem um dinheirinho extra no final do mês.
Mas aposto que nenhuma delas dá rendimentos tão bons quanto a perícia grafotécnica! Apenas uma única perícia no mês é capaz de render muito mais do que um mês de trabalho nestas atividades extras.
Fica a dica!

Facilidade para se formar

Outra grande vantagem desta profissão é a facilidade de se formar em perito grafotécnico. Enquanto as outras profissões com salario alto exigem anos e anos de estudo em um faculdade e depois em uma especialização, a profissão de perito grafotécnico, que é uma profissão que dá excelentes rendimentos, exige apenas que você faça um curso de 22 horas/aulas.
Isso mesmo, você só precisa fazer um curso de 22 horas/aula para começar a ganhar muito dinheiro com esta profissão e, lembrando, que pode ser exercida nas horas vagas e em paralelo com sua atividade atual.
E mais, você só precisa assistir as aulas e assimilar o conhecimento; não é necessário fazer prova para obter o certificado e começar a atuar.

Rapidez para se formar

Como já falamos anteriormente você só precisa de 22 horas de aula para se formar na profissão. Sem dúvida esta é mais uma vantagem!
Estas 22 horas de aula você consegue fazer em 13 dias, aproximadamente!
Em qual outra profissão que te dê ganhos de R$ 20 mil mensais ou mais você consegue se formar em apenas 13 dias ?
Sinceramente, não existe!

Baixo investimento para se formar: curso muito barato

O investimento que você deve fazer para se tornar um perito de sucesso e ganhar muito dinheiro nesta profissão também é outra vantagem dela: é muito, muito baixo perto do retorno que ela proporciona e do valor necessário para se formar em outras profissões.
O investimento total que você precisa fazer com o curso de perito grafotécnico é muito baixo mesmo; ele é menor do que uma única mensalidade de uma faculdade. Se fizer a conta do quanto custa o curso todo de uma faculdade (lembrando que ela exige de 4 a 5 anos) o investimento no curso de perito é irrisório!
Ainda não está convencido de que a profissão de perito grafotécnico é uma das profissões em alta ?
Clique aqui para continuar lendo.
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